
Bombeiros em ação nos escombros após deslizamento em MG (Foto: Instagram)
Em MG, até então, o dia mais letal provocado pelas chuvas aconteceu em 24 de janeiro de 2020, quando foram contabilizados 42 óbitos em decorrência dos alagamentos e deslizamentos. Esse episódio destacou a força das tempestades no estado, com precipitações intensas que colocaram cidades em alerta máximo e afetaram milhares de pessoas.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Naquele dia, chuvas volumosas caíram por várias horas, saturando solos e causando rompimentos de taludes em áreas urbanas e rurais. Os municípios localizados em regiões montanhosas sofreram com deslizamentos que destruíram casas e interromperam vias de acesso. Equipes de resgate foram mobilizadas para atender chamados de invasão de água em residências, transporte bloqueado e risco de novos desabamentos em encostas instáveis.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
O histórico climático de MG indica que o verão costuma trazer pancadas de chuva frequentes, porém, situações extremas como a de janeiro de 2020 reforçam a necessidade de monitoramento constante. A combinação de solo encharcado, relevo acidentado e ocupação desordenada de áreas de risco intensifica os impactos das chuvas e eleva a vulnerabilidade das populações ribeirinhas e de encostas.
Frente a esses cenários, a adoção de medidas preventivas ganhou destaque nos anos seguintes. A Defesa Civil passou a ampliar os sistemas de alerta meteorológico, instalou sirenes em regiões críticas e promoveu campanhas educativas sobre como agir em caso de enchentes e deslizamentos. Projetos de contenção em encostas, limpeza de galerias pluviais e reforço de bacias de retenção foram implementados para reduzir os efeitos de novas chuvas intensas.
Tecnicamente, o agravamento das inundações está ligado ao desmatamento e à impermeabilização do solo em áreas urbanas, que limitam a absorção da água da chuva. A cobertura vegetal é fundamental para reduzir a velocidade do escoamento superficial, enquanto estratégias de planejamento e zoneamento urbano podem evitar ocupações irregulares em terrenos suscetíveis a escorregamentos. O caso de 24 de janeiro de 2020 reforça a importância de integrar ciência meteorológica, engenharia ambiental e gestão pública para minimizar riscos em futuras temporadas de chuvas.


