
Trio suspeito de replicar esquema de furto de combustível é preso (Foto: Instagram)
O grupo conhecido como "Piratas do Combustível", responsável por um esquema sofisticado de furto de derivados de petróleo de um oleoduto da Petrobras em junho deste ano, utilizou um esquema herdado de uma quadrilha condenada por um crime semelhante em 2023, em Ceilândia (DF).
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O crime realizado em junho, perto da DF-180, replicou o método de uma quadrilha que, em janeiro de 2023, roubou 30 mil litros de combustível de um oleoduto em Ceilândia, causando um prejuízo de R$ 780 mil à Transpetro, subsidiária da Petrobras. Na época, a Polícia Civil do DF (PCDF) considerou essa ação criminosa como a mais sofisticada já vista no Distrito Federal.
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Os responsáveis pelo crime em junho foram identificados como José Marle de Queiroz Lucena, Antonio Marcos da Silva Seurinho e Paulo Batista de Oliveira. Os "Piratas" foram acusados de furto qualificado, associação criminosa, crime ambiental e crime contra a ordem econômica, podendo ser condenados a até 18 anos de prisão.
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) encontrou uma ligação entre os "Piratas do Combustível" e um trio já condenado por furto do produto. A quebra do sigilo telefônico revelou uma amizade próxima entre Paulo Batista, preso recentemente, e José Cláudio de Sousa, um dos líderes do esquema de 2023.
O MP descobriu que a dupla se comunicava pelo WhatsApp. As conversas reforçaram a suspeita de que a rede de receptadores para escoar o combustível furtado estava conectada à estrutura que José Cláudio usava antes de ser preso.
Além de José Cláudio, Enézio Sandro Rodrigues dos Santos e Luciano Félix Pereira foram presos e condenados a penas entre 9 e 12 anos de prisão.
MODUS OPERANDI
Sem o conhecimento do proprietário, os "Piratas do Combustível" alugaram um galpão comercial próximo ao duto da Transpetro, três meses antes do crime, por R$ 1,2 mil, afirmando que abririam uma oficina. Em 2023, o trio que furtou combustível alugou um depósito de gás desativado, usando a fachada do comércio de botijões de gás para mascarar a movimentação de caminhões-tanque e o cheiro forte de combustível.
Apesar da mudança de endereço do galpão, o MP destacou que a estratégia permaneceu a mesma: alugar um imóvel a poucos metros do duto subterrâneo da Transpetro, reduzindo o tamanho do túnel necessário para desviar o combustível.
Dos três "Piratas do Combustível", somente Antônio Marcos da Silva Seurinho tinha antecedentes por furto qualificado, receptação e crime de trânsito. Ele foi apontado como líder e responsável pela logística do esquema.
José Marle e Paulo Batista realizavam o trabalho braçal, cavando o túnel até o duto da Transpetro, fazendo a soldagem da válvula de alta pressão e desviando o combustível de duas a três vezes por semana.
A defesa do trio alegou que eram inocentes e que foram "contratados" por terceiros, desconhecendo o verdadeiro objetivo da estrutura. Eles afirmaram que apenas receberiam uma "diária" pelo furto.
A Justiça aceitou a denúncia contra os "piratas", apontando que o forte cheiro de combustível, o maquinário de solda, o túnel de 5 metros e o histórico de ligações telefônicas impossibilitavam que fossem "prestadores de serviço inocentes".
O trio permanece preso enquanto aguarda os trâmites judiciais. A próxima fase é a audiência de instrução, que visa coletar provas contra os acusados.






