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Casa de família na Saúde é interditada após danos de construtora

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Corredor da casa de Henrique Ricci com reboco e pisos desabados após obras no terreno vizinho. (Foto: Instagram)

O biólogo Henrique Ricci teve sua casa parcialmente interditada pela Defesa Civil devido a estragos que ele alega terem sido provocados pela construção de um edifício residencial ao lado de sua propriedade, no bairro Bosque da Saúde, zona sul de São Paulo.

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Ele entrou com uma ação judicial contra os responsáveis pela obra vizinha. O Metrópoles teve acesso ao processo, que inclui fotos anexadas aos autos.

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Henrique e sua mãe residiam no local desde 1989. O imóvel fazia divisa com uma casa que foi demolida pela construtora Conx e pela incorporadora One Innovation para a construção de um prédio. Os problemas começaram em maio de 2015, quando a demolição teve início.

DANOS INICIAIS

  • Maio/2015: a caixa d’água da casa vizinha foi deixada aberta durante a noite, inundando o forro da casa de Henrique e causando danos no piso de taco.
  • Junho/2015: começaram os incômodos com o som de britadeiras e surgiram rachaduras por toda a casa.
  • Julho/2015: a parede externa foi pintada de preto, aumentando a temperatura na casa.
  • Agosto/2015: a incorporadora realizou alguns reparos no imóvel.
  • Novembro/2015: novas infiltrações, quebra e queda de rejuntes e azulejos ocorreram. A incorporadora finalizou um laudo sobre a situação.
  • Fevereiro/2016: Henrique pagou R$ 1.500 por um laudo de engenharia para se resguardar sobre problemas de infiltração.
  • Setembro/2016: os donos da casa pediram novas providências em relação aos impactos da obra.
  • Fevereiro/2017: a parede externa foi repintada em cor mais clara.
  • 2017 e 2018: as obras foram interrompidas devido a alterações no projeto, mas as condições das paredes da casa de Henrique pioraram.

RACHADURAS ABRIRAM “VÃOS” NAS PAREDES
As obras do edifício começaram de fato em 2019. Em 28 de outubro desse ano, os trabalhos com escavadeiras foram iniciados e, em novembro, as britadeiras e bate-estacas retornaram, causando barulho, poeira e vibração, resultando em queda de pedaços de revestimento e uma grande rachadura na sala.

Henrique solicitou, em dezembro de 2019, um segundo laudo que confirmou que todos os danos no imóvel eram decorrentes das obras, com possibilidade de novos problemas surgirem.

Em janeiro de 2021, o revestimento das paredes caiu, revelando duas rachaduras tão grandes que era possível ver o lado de fora.

INTERDIÇÃO PELA DEFESA CIVIL
Desde então, Henrique e sua mãe convivem com o medo de desabamento. O local tornou-se inabitável, com paredes quebradas e rachadas, mofo, pisos movendo-se, janelas de vidro quebradas, móveis e portas deformados, queda de revestimentos, chuva dentro do imóvel e restos de obra no quintal.

Henrique tentou alertar os responsáveis pela obra, mas não foi ouvido. Ele chamou a polícia para interromper a construção e evitar o colapso total da casa.

A construtora e a incorporadora mudaram a técnica de concretagem, mas não fizeram reparos internos no imóvel.

Devido à extensão dos danos e ao risco de desmoronamento, a Defesa Civil interditou a casa em março de 2021. Henrique e sua mãe foram obrigados a sair e, desde então, pagam aluguel por conta própria.

No fim de 2021, a incorporadora One ofereceu um acordo que Henrique recusou, pois não cobria todos os danos e prejuízos.

O Metrópoles solicitou um posicionamento aos responsáveis pela obra. A Conx, em nota, optou por não se manifestar, afirmando que o caso está em discussão judicial e que apresentará os esclarecimentos necessários nas instâncias competentes.

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