
O espetáculo do “anel de fogo” no céu durante um eclipse solar anular (Foto: Instagram)
Seja lunar ou solar, os eclipses são sempre um espetáculo nos céus da Terra. Em 2026, já tivemos um "anel de fogo" e uma Lua de sangue. No entanto, a temporada de fenômenos astronômicos ainda não terminou. No Brasil, mais dois eclipses ocorrerão este ano, com vários outros previstos para 2027. Entre eles:
- um eclipse solar parcial em 12 de agosto de 2026;
- um eclipse lunar parcial em 28 de agosto de 2026;
- um eclipse solar anular em 6 de fevereiro de 2027;
- um eclipse lunar penumbral em 20 de fevereiro de 2027;
- um eclipse solar parcial em 2 de agosto de 2027;
- um eclipse lunar penumbral em 17 de agosto de 2027.
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A questão que muitos têm é: como os astrônomos conseguem prever eclipses com tanta antecedência? De acordo com especialistas entrevistados pelo Metrópoles, essas previsões não são meras suposições, mas sim baseadas em leis físicas, como a da relatividade geral de Albert Einstein, além de cálculos e dados históricos.
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“Para prever eclipses, é essencial conhecer a posição da Terra, da Lua e do Sol, cujo movimento é mais lento. As órbitas da Terra e da Lua são conhecidas com precisão há muito tempo, o que torna a previsão de eclipses uma tarefa relativamente simples”, explica Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.
Thiago Gonçalves, outro astrônomo, afirma que os cálculos para determinar as datas são realizados em computadores, mas não requerem modelos extremamente avançados.
“Prever eclipses não exige supercomputadores. As equações envolvidas são simples em comparação com outros problemas da astrofísica, podendo ser resolvidas em um computador pessoal”, diz o diretor do Observatório do Valongo da UFRJ.
Além de prever quando ocorrerá, os astrônomos também determinam onde o eclipse será visível de forma completa ou parcial. Gonçalves explica que para um eclipse ocorrer, precisa haver um alinhamento entre Terra, Lua e Sol.
“Uma analogia simples é imaginar alguém bloqueando sua visão de um objeto. Ao se mover um pouco, você volta a ver parte do objeto. Da mesma forma, na Terra, basta estar um pouco fora da faixa para que o eclipse seja parcial”, exemplifica Gonçalves.
A razão para não termos eclipses mensais está na posição das órbitas da Terra, Sol e Lua, que não estão sempre alinhadas. Josina explica que a órbita da Lua é inclinada cerca de 5 graus em relação ao plano da órbita terrestre, o que faz com que a sombra nem sempre atinja a Terra.
Os eclipses têm importância além da astronomia. Ao prever e divulgar esses eventos, os pesquisadores aproximam o público de uma área pouco reconhecida. Em 1919, um eclipse permitiu testar a relatividade geral de Einstein, e hoje eles continuam a oferecer oportunidades de estudo.
“Os eclipses permitem observar a coroa solar, a camada mais externa do Sol, que normalmente é ofuscada pelo brilho solar. Durante um eclipse total, a Lua bloqueia essa luz, permitindo uma observação mais detalhada”, diz Gonçalves.
Além disso, estudos sobre o aquecimento e resfriamento da Terra e o comportamento de plantas e animais durante eclipses revelam novos padrões e aspectos desconhecidos.


