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Viana critica “blindagem” após rejeição do relatório final da CPMI do INSS

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“Blindagem”: relatório da CPMI do INSS é rejeitado no Senado (Foto: Instagram)

O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), classificou como "blindagem" a rejeição do relatório final da comissão durante a madrugada deste sábado (28/3).

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"Produzimos um relatório com provas e não há como refutar as pessoas indicadas para indiciamento. Ao ser rejeitado, é uma blindagem completa por parte da base governista", afirmou Viana. Após mais de 16 horas de sessão, o relatório foi rejeitado por 18 votos a 12. "Hoje ficou claro quem estava a favor da verdade da investigação e quem protegeu aqueles que, infelizmente, roubaram e tomaram de assalto a previdência brasileira", acrescentou.

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Apesar de não ter um relatório final aprovado, Viana expressou satisfação com o trabalho realizado. "Cumprimos a missão que o povo brasileiro nos confiou." A reunião teve início pouco antes das 10h de sexta-feira (27/3) e se encerrou logo após a 1h da madrugada de sábado (28/3).

A CPMI trabalhou por sete meses, realizou 38 reuniões e promoveu mais de mil quebras de sigilo. A intenção dos governistas, que eram maioria na comissão, era apreciar um relatório alternativo que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, o texto não foi colocado em votação por Carlos Viana.

O relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) solicitava o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no desvio bilionário de aposentadorias e pensões, escândalo revelado pelo Metrópoles. Entre os nomes citados para indiciamento estavam Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens iniciadas em dezembro de 2023. Três meses depois, foi revelado que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia aumentado significativamente, atingindo R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações enfrentavam milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e contribuíram para as investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 matérias do portal foram mencionadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23/4, resultando nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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