
Bolsonaristas apontam Caso Master como pivô da derrota do relatório da CPMI do INSS (Foto: Instagram)
Lideranças bolsonaristas acreditam que o principal empecilho para a aprovação do relatório final da CPMI do INSS não foi apenas o governo Lula, mas sim o escândalo do Caso Master, que se tornou foco da comissão.
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A avaliação é que o Centrão, bloco de partidos majoritário no Congresso, teria uma postura diferente em relação aos indiciamentos propostos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), se o Caso Master não estivesse em pauta.
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Até mesmo a extensão da CPMI, que foi recusada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), poderia ter tido um resultado diferente se as revelações sobre o Caso Master não tivessem ocorrido, segundo os bolsonaristas.
Com o Caso Master no foco da comissão, o Centrão se alinhou ao governo e se opôs ao relatório de Gaspar. Sem os votos necessários para aprovação, a CPMI do INSS terminou sem um texto final aprovado.
Na madrugada deste sábado (28/3), a comissão que investigou a Farra do INSS foi encerrada sem que seu relatório final fosse aprovado. O documento de Gaspar foi rejeitado na votação por 19 votos a 12.
Os governistas, que detinham a maioria na comissão, tentaram aprovar um relatório alternativo, elaborado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que incluía pedidos de indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entretanto, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não aceitou o relatório alternativo, cancelando a possibilidade de uma nova votação que poderia ocorrer na manhã deste sábado.


