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Ex-sócio do Banco Master investiu R$ 75 milhões em fundo em um dia

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Augusto Ferreira Lima em discurso durante evento institucional (Foto: Instagram)

Documentos financeiros obtidos pela coluna revelam que Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, fez um investimento de R$ 75,3 milhões em um único dia em um fundo de investimento estruturado.

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Essa movimentação foi registrada em setembro de 2019, durante a fase de expansão do Banco Master no segmento de crédito consignado. Atualmente, Lima é um dos principais alvos da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes bilionárias e pagamento de propinas.

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De acordo com o extrato de movimentação dos cotistas, Augusto Lima injetou R$ 75,3 milhões no fundo 918 FI MM CP em 17 de setembro de 2019. Esse fundo é um veículo de investimento restrito, gerido pela WNT Gestora, que também está sob investigação devido à sua ligação com o grupo de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Investigadores da PF e do Ministério Público Federal suspeitam que fundos exclusivos como este tenham sido usados para ocultar patrimônio e facilitar o pagamento de propinas a agentes públicos e parceiros comerciais.

Três meses após o aporte, em dezembro de 2019, o empresário realizou retiradas sob a rubrica de "Resgate Doação", somando quase R$ 60 milhões. Para órgãos de controle como o COAF, resgates significativos sem beneficiários claros são indicativos de possíveis atividades de lavagem de dinheiro.

Em 2019, Augusto Lima liderava a integração do Credcesta ao Banco Master. O produto impulsionou o crescimento do banco, mas as investigações sugerem que esse crescimento pode ter sido baseado em ativos fictícios e fraudes em carteiras de crédito vendidas a outras instituições, como o Banco de Brasília (BRB).

A Operação Compliance Zero, iniciada no final de 2025 e com novos desdobramentos em março de 2026, estima que o prejuízo nas operações investigadas alcance R$ 12 bilhões.

Há suspeitas de que Augusto Lima tenha usado sua influência política para assegurar contratos públicos em troca de repasses financeiros disfarçados como lucros de fundos de investimento.

Em fevereiro de 2026, o Banco Pleno (antigo Voiter), controlado por Lima, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central devido à deterioração financeira e falta de ativos reais.

OUTRO LADO
A defesa de Augusto Ferreira Lima afirma que todas as suas transações financeiras são legais e devidamente declaradas. Em notas anteriores, seus advogados destacaram que o empresário possui um histórico respeitável no mercado financeiro e que as investigações se baseiam em interpretações errôneas de operações bancárias complexas.

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