Síria descarta ação militar contra Hezbollah após declaração de Trump

Publicao por


Síria descarta intervenção militar contra o Hezbollah (Foto: Instagram)

Mesmo com as recentes declarações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, o governo da Síria afirmou que não considera uma intervenção militar contra o Hezbollah no Líbano. A informação foi divulgada pelo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, neste domingo (26/7).

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Apesar disso, o atual líder da Síria declarou que busca soluções em conjunto com o governo do Líbano para lidar com o grupo xiita.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O posicionamento sírio ocorre após Trump sugerir que a Síria poderia substituir Israel no combate ao Hezbollah no Líbano. Segundo o presidente dos EUA, forças sírias poderiam atuar de maneira mais "precisa" do que os militares israelenses, evitando assim incidentes com civis libaneses.

Atualmente, o Líbano está sob um cessar-fogo frágil mediado pelos norte-americanos. No entanto, o Hezbollah nunca aceitou o desarmamento como parte do acordo. Israel, por sua vez, continua realizando ataques esporádicos contra o território libanês.

Por anos, o Hezbollah foi um aliado próximo do governo sírio, então liderado pela família Assad, no chamado Eixo da Resistência — a zona de influência do Irã na região. Essa relação, no entanto, passou por transformações após a queda de Bashar al-Assad no final de 2024.

Após liderar a ofensiva que derrubou o ex-presidente, criticado por seu controle autoritário sobre a Síria, Ahmed al-Sharaa abandonou antigas alianças e alinhou seu governo aos interesses dos EUA, países europeus e da Turquia.

Em troca, a administração interina síria, que chegou ao poder prometendo pragmatismo político e um governo mais inclusivo, recebeu sinais positivos e abriu diálogo antes inexistente com a comunidade internacional — apesar do passado do atual presidente da Síria estar ligado ao jihadismo.