Fernández critica Milei após tentativa frustrada de visitar Bolsonaro

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Alberto Fernández chama Milei de “energúmeno” após tentativa frustrada de visita a Bolsonaro (Foto: Instagram)

O ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, chamou o atual líder do país, Javier Milei, de "energúmeno" ao comentar a tentativa frustrada de Milei de visitar Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27/7) na rede social X.

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"Milei foi ao Brasil para gritar como um energúmeno, exigindo ver um golpista preso. Eu fui a Curitiba exigindo a liberdade de um inocente. Hoje Lula é Presidente do Brasil e Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado. Insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão", escreveu Fernández.

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A publicação respondia comparações feitas entre sua visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando Lula estava preso em Curitiba, e a tentativa de Milei de encontrar Bolsonaro.

MILEI NO BRASIL

  • Milei participou da convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, no sábado (25/7), apoiando Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência pelo PL.
  • Durante o discurso, o argentino ofendeu autoridades brasileiras, como Lula e Alexandre de Moraes.
  • As falas de Milei foram repudiadas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pelo presidente do PT, Edinho Silva.
  • As declarações também repercutiram na Argentina. Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires e principal opositor de Milei, afirmou ter sentido "vergonha alheia" pelo discurso do presidente argentino.

Fernández é associado ao kirchnerismo, uma vertente peronista de esquerda na política argentina, e mantém uma relação próxima com Lula.

A visita de Milei a Bolsonaro não ocorreu porque o ex-presidente brasileiro está impedido de receber visitas de caráter político-eleitoral. A restrição foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no último dia 17 de julho.

RESTRIÇÕES IMPOSTAS POR MORAES

  • Moraes suspendeu, por 30 dias, as visitas a Bolsonaro, exceto de equipe médica, fisioterapeutas e advogados.
  • A decisão foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar a "Carta aos brasileiros" nas redes sociais, escrita pelo ex-presidente.
  • Para o ministro, a publicação violou as condições da prisão domiciliar.
  • Moraes também justificou a restrição devido à perda dos direitos políticos de Bolsonaro após condenação no caso relacionado à tentativa de golpe.

GOVERNO MILEI NÃO PRETENDE SE DESCULPAR POR ATAQUES A LULA
O governo argentino não planeja pedir desculpas oficialmente ao Brasil pelas ofensas de Javier Milei contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes durante a convenção de Flávio Bolsonaro (PL) no último sábado (25/7).

Conforme o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada afirmou que "não haverá pedido de desculpas", após Milei chamar Moraes de "lixo careca" e referir-se a Lula como "ladrão" e "presidiário", gerando uma crise diplomática entre os dois países.

Após as declarações de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para esclarecimentos sobre a relação bilateral. Este gesto é visto nas relações internacionais como uma forte demonstração de repúdio à atitude de outra nação.

Bitelli deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira (27/7) e reunir-se com o chanceler Mauro Vieira, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE).