
Marina Silva mantém decisão em aberto sobre disputa por SP: janela partidária fecha em 3 de abril (Foto: Instagram)
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira (1º/4) que ainda não decidiu sobre sua candidatura nas eleições por São Paulo este ano.
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Marina está prestes a concluir seu período de mais de três anos à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e será substituída pelo secretário-executivo João Paulo Capobianco.
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Atualmente na Rede Sustentabilidade, Marina considera deixar o partido para disputar uma vaga no Senado por SP e já recebeu convites de outras legendas, como PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e PDT. “É uma alegria nesse nosso campo, nesse grande ecossistema, que todos esses ecossistemas façam esse gesto”, comentou.
A decisão precisa ser finalizada até sexta-feira (3/4), quando a janela partidária se fecha. Após essa data, não é mais permitido mudar de partido para concorrer às eleições deste ano.
Marina também aguarda uma decisão judicial favorável em uma disputa com o grupo político de Heloísa Helena, que atualmente lidera a Rede. Segundo Marina, ela e seus aliados buscam restabelecer o estatuto do partido, que “foi alterado de forma não democrática”.
Marina usou uma metáfora futebolística para descrever a situação partidária. “Essa discussão está em processo, assim, sabe quando você já está indo para aquela fase de decisão em pênaltis? Já está nessa fase, de prorrogação. Mas está tranquilo e vai pela minha teoria de fortalecer o ecossistema”, explicou.
“Hoje eu estou filiada à Rede, eu tenho um partido, somos da Federação Rede-PSOL (…). Não é uma questão de mudar de partido para ser candidata. Eu fundei a Rede, estou na Rede, sou filiada à Rede”, completou a ministra.
Questionada sobre a razão de ainda não ter definido seu futuro político, Marina afirmou que a chapa liderada por Fernando Haddad (PT) em São Paulo está em uma "construção muito tranquila". Ela também é considerada como possível vice de Haddad na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, mas o PT ainda não tomou uma decisão final.
“A vice é uma construção que o ministro Haddad está fazendo e vai buscar uma vice, com certeza, que amplie cada vez mais esse excelente desempenho que ele já tem”, declarou a ministra.
Durante uma coletiva de imprensa de balanço de gestão no MMA, em Brasília, Marina relatou que já se preparou “milimetricamente” para deixar a política várias vezes, mas que encara a atuação como “missão” e “serviço”.
Marina já foi vereadora, deputada estadual, deputada federal, senadora, candidata à Presidência da República, além de ministra do Meio Ambiente também no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


