
Político discursa em plenário durante debate sobre as eleições em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – As convenções dos partidos Republicanos e PL em Minas Gerais não esclareceram a questão central das eleições no estado até o momento: a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas, ainda é incerta.
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Alguns políticos chegaram a cogitar a presença do senador na convenção estadual do PL, que ocorreu nesta segunda-feira (27/7) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), após sua ausência na convenção do próprio partido, mas isso não ocorreu. A indecisão de Cleitinho em apoiar publicamente o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) intensifica as tensões internas.
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O presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, mantém a estratégia de aguardar uma decisão do senador mineiro, que é o favorito de Flávio Bolsonaro, e só considerar outras opções se ele desistir.
Domingos Sávio (PL-MG), deputado federal e candidato ao Senado, também defende essa posição, mencionando que problemas pessoais de Cleitinho dificultam uma decisão rápida.
“O PL busca alianças no campo centro-direita e direita e é natural que aguardemos o senador Cleitinho, que foi o primeiro a apoiar Flávio Bolsonaro”, afirmou Domingos Sávio.
QUEM ESTÁ NO JOGO PELO PALANQUE DE FLÁVIO EM MINAS
- Cleitinho Azevedo lidera as pesquisas e é a primeira escolha do PL. Ainda não confirmou sua candidatura ao governo e não compareceu às convenções do Republicanos e do PL.
- Marcelo Aro (PP) se fortaleceu como principal alternativa caso Cleitinho desista. A aproximação de Flávio Bolsonaro com a federação União Progressista favorece seu nome.
- Vittorio Medioli (PL) representa uma possível candidatura própria, mas perdeu espaço com o avanço de Aro.
- Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, continua sendo mencionado nas discussões internas do PL, mas foi lançado como candidato a deputado federal.
OPÇÕES
Com a indecisão de Cleitinho e a tentativa de Flávio Bolsonaro de se reaproximar da direção nacional da União Progressistas, o ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) ganhou força e é visto como a primeira alternativa após Cleitinho.
Segundo membros do PL, uma pesquisa interna indica que Aro venceria a disputa pelo Palácio Tiradentes, superando o petista Patrus Ananias. O estudo ajudou a consolidá-lo como uma alternativa viável.
Outro nome anteriormente considerado, mas que perdeu força com a ascensão de Marcelo Aro, é o do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL), que criticou uma possível aliança com a União-PP, expondo tensões.
“Surreal, pois o PP é controlado por Marcelo Aro, que tem um vínculo muito estreito com Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD). É preciso desfazer um casamento para se casar com outro, não se pode casar com dois ao mesmo tempo”, criticou Medioli.
Sobre a espera por Cleitinho, Medioli demonstrou ceticismo quanto a um desfecho positivo, dado a hesitação recorrente.
“Se não houve uma decisão em 90 dias, provavelmente não haverá em momento algum. Precisamos enfrentar a realidade eleitoral, organizar o partido, os deputados, e todo o potencial que temos em mãos, para enfrentar dignamente com chance de grande vitória em Minas Gerais”, afirmou.
SIMÕES DESCARTADO
O grupo que defendia uma aliança para a reeleição do governador Mateus Simões (PSD) já não demonstra tanto otimismo com uma possível reeleição.
“O que temos agora é que não dá para apoiar Mateus Simões na conjuntura atual, porque ele tem um candidato à Presidência diferente do nosso”, disse o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
O parlamentar também apoia a espera por Cleitinho, mas elogiou outros candidatos, como o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe; Vittorio Medioli e Marcelo Aro.






