
Prefeito de Guanhães, Evandro Lott Moreira, detido sob sigilo pela Lei Maria da Penha (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A prisão de Evandro Lott Moreira (Republicanos), prefeito de Guanhães, em Minas Gerais, no dia 1º de abril, gerou uma crise política na cidade, deixando a administração sem um líder claro. Dias após a prisão, ainda não há confirmação oficial sobre quem está no comando do Executivo, devido a um desentendimento entre Moreira e o então vice-prefeito, Dr. Paulo de Tarso (Republicanos), que seria o sucessor natural.
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O prefeito foi detido na semana passada em uma investigação da Polícia Civil sobre suspeitas de violência doméstica. Como o caso envolve a Lei Maria da Penha, ele está sob sigilo. Desde a prisão, moradores têm questionado, inclusive nas redes sociais, quem está no comando da prefeitura.
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Em nota ao Metrópoles, a Câmara Municipal de Guanhães informou que o vice-prefeito foi eleito pelo voto popular e devidamente empossado juntamente com o prefeito, conforme a legislação vigente. O artigo 91 da Lei Orgânica do Município determina que, em caso de impedimento do prefeito, o vice deve assumir o cargo. No entanto, a posse do vice não consta em nenhum documento oficial.
VICE PEDIU AFASTAMENTO DO GRUPO POLÍTICO DO PREFEITO
A indefinição ocorre em meio a uma ruptura política. Em abril de 2025, Dr. Paulo de Tarso anunciou publicamente seu afastamento do grupo político do prefeito, alegando divergências “morais e administrativas”. Ele afirmou que permaneceria no cargo, mas deixaria de apoiar a gestão municipal. “Não se trata de disputa de poder, mas de uma questão de princípios”, disse ele na época.
O posicionamento levantou dúvidas sobre a relação institucional entre os dois e agora amplia a incerteza sobre a sucessão. No site oficial da Prefeitura de Guanhães, Tarso não aparece no quadro administrativo e não houve publicação oficial sobre a troca de comando. Pela legislação, se o vice não assumir, a responsabilidade passa ao presidente da Câmara Municipal, Mauro Caneco (Republicanos), que ainda não informou se assumirá o comando.
INÉRCIA DA CÂMARA
Após a prisão de Moreira, a Câmara Municipal divulgou uma nota afirmando que os vereadores se reuniram para fazer uma “análise técnica e responsável do caso”, mas não informaram quais medidas foram tomadas. Sem respostas, os moradores reclamaram da inércia.
Na segunda-feira (6/4), os parlamentares discutiram a abertura de uma comissão de investigação sobre o caso do prefeito, mas não trataram da sucessão no Executivo. Sem definição formal, o município vive incerteza administrativa, com questionamentos sobre a continuidade da gestão pública.
A Câmara Municipal e o presidente, Mauro Caneco, foram acionados para informar quem responde atualmente pela prefeitura e quais medidas serão adotadas diante da ausência do prefeito, mas não houve retorno até a publicação da matéria.


