Justiça do DF condena homem a 18 anos por matar mulher trans em briga por marmita

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Condenado a 18 anos por assassinar mulher trans em Brasília (Foto: Instagram)

O Tribunal do Júri de Brasília sentenciou, nesta terça-feira (28/7), Joaci Oliveira Santos, conhecido como "Jubileu", a 18 anos e três dias de prisão pelo assassinato de Juliana da Cruz Costa, uma mulher trans de 33 anos. O incidente ocorreu em 10 de dezembro de 2020, após um desentendimento por uma marmita em frente a um restaurante no Sudoeste (DF). Tanto o autor quanto a vítima viviam em situação de rua.

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Durante o julgamento, os jurados aceitaram completamente a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O júri confirmou a materialidade e autoria do crime, rejeitou a defesa do réu e aceitou as duas qualificadoras apresentadas: motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Na determinação da pena, o juiz destacou o histórico criminal de Joaci, que já possuía condenações por furto e homicídio. O magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e ordenou a execução imediata da pena em regime fechado.

O crime ocorreu quando o acusado esfaqueou a vítima na clavícula após uma discussão enquanto Juliana esperava para pegar uma marmita em um restaurante no Sudoeste (DF).

Quase quatro anos após o crime, em 2024, Joaci foi capturado pela Polícia Militar do Distrito Federal. Na ocasião, o homem, que vivia nas ruas, tentou se jogar de um viaduto da EPTG. Embriagado, ele foi impedido de cair pelos policiais.

O fugitivo foi avistado próximo à marginal da EPTG durante patrulhas na região do Lúcio Costa, no Guará. Os policiais, sem saber que ele era um homicida foragido, o abordaram para evitar um possível acidente, pois ele caminhava de forma perigosa na via de alta velocidade. Ao se aproximarem, perceberam que ele estava bastante alterado. Segundo a PMDF, Joaci forneceu vários nomes errados durante a abordagem, mas acabou admitindo ser foragido da Justiça e tentou se jogar do viaduto, sendo salvo pelos militares que o seguraram antes da queda.