
O Messias de Espelho (Foto: Instagram)
Donald Trump decidiu que brigar apenas com os mortais já não é suficiente; agora, ele resolveu desafiar o Divino. O ataque rude e primitivo ao Papa Leão XIV – ao chamar o pontífice de “fraco” e acusá-lo de proteger criminosos – não é apenas uma gafe diplomática. É o reflexo de um líder que, acuado pelo fracasso de suas promessas militares no Irã e pela derrota de seus aliados na Hungria, resolveu incendiar o altar para não ser visto no escuro.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A grosseria de Trump é sem precedentes. Nem mesmo Stalin, com todo seu sarcasmo sobre as “legiões do Papa”, ou Hitler ousaram fazer críticas tão públicas e vulgares à figura de um Sumo Pontífice. No entanto, Trump governa no “gogó”.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
A resposta do pontífice foi um exemplo de elegância e distanciamento. Sem descer ao nível do interlocutor, o Papa americano lembrou que a Igreja não faz política externa por conveniência, mas por obrigação moral de proteger civis. É o confronto entre a sabedoria milenar de Roma e o improviso perigoso de Washington.
Mas o auge do delírio messiânico de Trump veio com o uso de inteligência artificial para se colocar como Jesus Cristo. Questionado, o ex-presidente teve a audácia de dizer que a imagem o mostrava como um “médico da Cruz Vermelha”. Para Trump, a verdade é algo descartável, desde que o mundo continue falando dele.
O isolamento de Trump é evidente. Ele montou um governo de “améns”, onde ninguém o contesta. No primeiro mandato, o sistema ainda tentava domesticá-lo; agora, ele é o dono absoluto do palco. Contudo, ao atacar o Papa, Trump mexe com um eleitorado que, nos Estados Unidos, ainda leva a religião a sério. Ele pode ganhar as manchetes, mas corre o risco de perder as almas – e os votos.
A realidade é que o mundo está lidando com um homem que, entre o confessionário e o comício, decidiu que o espelho é sua única divindade.


