
Nem sempre “água nunca é demais”: cuidado com a hiponatremia (Foto: Instagram)
A crença popular de que "água nunca é demais" ainda é forte quando se trata de hidratação e saúde renal. No entanto, do ponto de vista médico, o consumo excessivo de água pode trazer mais riscos do que benefícios à saúde.
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De acordo com o nefrologista Elber Rocha, do Hospital Santa Lúcia, a ingestão excessiva de água pode resultar em hiponatremia, uma condição em que a concentração de sódio no sangue fica muito baixa.
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Ele explica que essa condição pode causar náuseas, confusão mental e, em casos mais graves, convulsões. "Não há vantagem em forçar a ingestão de água além do necessário. Os rins têm um limite para excretar água, que varia de 0,8 a 1 litro por hora", destaca.
A ideia de que beber muita água ajuda a "limpar" os rins não tem base científica. Os rins são extremamente eficientes em filtrar o sangue, eliminando toxinas e excesso de sal e líquidos sem precisar de um "detox" adicional.
A hidratação adequada é importante para a função renal, pois ajuda a manter um fluxo urinário regular e reduz o risco de formação de cálculos renais. No entanto, a água não atua como um agente de limpeza extra.
A quantidade ideal de água varia conforme características pessoais, como peso, nível de atividade, clima e dieta. Para aqueles com doenças renais ou condições específicas, é essencial seguir orientações médicas personalizadas.
Um indicador prático para verificar a hidratação é a cor da urina. Tons claros, como amarelo-palha, indicam um bom equilíbrio; cores mais escuras podem sinalizar desidratação, enquanto urina transparente pode sugerir excesso de ingestão de água.
Além disso, urinar regularmente, não sentir sede intensa e ter uma sensação geral de bem-estar são sinais de hidratação adequada.


