
Líderes partidários negam orientação de emendas ao STF (Foto: Instagram)
Líderes de nove partidos políticos no Brasil se uniram para contestar Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
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Os chefes do Avante, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PRD, PSol, PT e União Brasil declararam ao STF, sob o ministro Flávio Dino, que não fazem indicações de emendas parlamentares, desmentindo Valdemar Costa Neto.
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Atualmente, o Brasil conta com 30 partidos registrados no TSE. A reportagem não encontrou resposta das outras 21 legendas aos questionamentos feitos por Flávio Dino.
A Polícia Federal está investigando se Valdemar direcionou emendas parlamentares sem ocupar cargo no Congresso Nacional.
Mensagens apreendidas em celulares de assessores do Congresso sugerem que ele teria decidido o destino de mais de R$ 100 milhões em emendas.
Em julho, Valdemar declarou ser “natural” que dirigentes partidários indicassem cidades e programas a receberem emendas.
Quando questionado sobre outros dirigentes indicarem emendas, Valdemar afirmou que sim, dizendo ser função do presidente cuidar do partido, pois ele tem a visão nacional.
Após a fala de Valdemar, Flávio Dino solicitou que dirigentes de outros partidos brasileiros se manifestassem sobre o assunto. O prazo para respostas terminou na quarta-feira (29/7).
Os nove partidos que responderam à solicitação de Flávio Dino negaram categoricamente a prática de indicação de emendas.
Carlos Lupi, presidente do PDT, afirmou que o partido não possui cotas ou mecanismos para gerir emendas parlamentares.
Edinho Silva, presidente do PT, declarou que não tem influência sobre as emendas da bancada do partido.
O PSol afirmou que não realiza qualquer tipo de gestão ou distribuição de emendas por parte de sua Presidência.
O Novo destacou que respeita a autonomia dos congressistas e que não há mecanismos de controle sobre esses recursos.
O partido Missão, de Renan Santos, afirmou que seu presidente não possui atribuição sobre a destinação de emendas, seguindo as competências do estatuto partidário.
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