
Troca de marqueteiro não resolve crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)
No programa do Noblat, a equipe discutiu a segunda mudança na equipe de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro em apenas seis meses, ressaltando como a troca de marqueteiros busca mascarar os erros e a falta de profundidade do candidato.
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A substituição de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer por Duda Lima – responsável pela comunicação de Jair Bolsonaro na campanha de 2022 – reflete o clássico expediente do futebol em tempos de crise: quando o time não engrena, troca-se o técnico para salvar o jogador.
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Na política, a regra é clara: o marqueteiro pode auxiliar, mas quem ganha ou perde a eleição é o candidato. Se a pré-campanha do herdeiro do PL continua emperrada e acumulando desgaste, a culpa não é da propaganda, mas sim das limitações de quem lidera a chapa.
Conforme destacou Ricardo Noblat ao relembrar bastidores de campanhas passadas, nenhum marketing no mundo é capaz de inventar carisma ou corrigir um candidato que acumula passos em falso. Flávio não se afoga em pingo d’água, mas em tempestades provocadas por ele mesmo, como o fiasco da recente convenção do partido, o uso ilegal de avatares sintéticos e a incapacidade de furar a bolha radical.
Além do conflito interno, o maior pesadelo do clã continua sendo a paralisia nas negociações com a política tradicional. Nem a troca de marqueteiros nem a tentativa de atrair nomes como o da senadora Tereza Cristina conseguem destravar coligações formais com o Centrão. Partidos de peso, como PP, Republicanos e União Brasil, mantêm a decisão de priorizar alianças estaduais e bancadas no Congresso, deixando Flávio isolado e exposto a um desgaste que nenhuma estratégia de comunicação conseguirá maquiar.






