
Vereador fala ao microfone durante sessão na câmara municipal. (Foto: Instagram)
Senival Moura, vereador de São Paulo, foi preso na última quinta-feira (25/6) e recebeu pelo menos R$ 250 mil em depósitos em espécie ao longo de três anos, segundo a investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público do estado (MPSP).
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A operação Última Parada revelou que o parlamentar estaria envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião.
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Entre janeiro de 2019 e maio de 2022, Senival movimentou pelo menos R$ 2,3 milhões sem origem declarada. Além dos R$ 250 mil em espécie, foram identificados R$ 81 mil em cheques e outros gastos não especificados.
A Polícia Civil destaca que a movimentação financeira de Senival, sem origem declarada, é central para as investigações, pois sugere uma possível desconexão entre sua capacidade econômica formal e o patrimônio declarado.
O relatório também liga as transações de Senival ao assassinato do ex-diretor da Transunião, Adauto Soares Jorge, em 2020, na zona leste de São Paulo. O crime teria sido uma retaliação do PCC por desvios de dinheiro.
Segundo a investigação, Senival tinha influência sobre a Transunião, apesar de não integrar formalmente sua estrutura societária, especialmente até o homicídio de Adauto Soares Jorge.
PAGAMENTOS COM ANUÊNCIA DE SENIVAL
Mensagens de WhatsApp encontradas no celular de Adauto mostram que movimentações financeiras informais, como pagamentos semanais de R$ 70 mil, dependiam da anuência de Senival. Ele era chamado de "veio", "extrema" e "presidente".
Em 2017, Leonel Moreira Martins, suspeito de ser operador do esquema, mencionou Senival em conversas com Adauto, pedindo dinheiro e referindo-se ao "presidente de novo lá em extrema".
A investigação indica que "extrema" seria uma referência à cidade de Extrema, onde Senival possui uma casa de alto padrão, reforçando a ligação entre os envolvidos.
Mensagens enviadas por Leonel a Adauto em 2019 também indicam a anuência de Senival, mostrando uma relação contínua entre eles:
- 29/01/2019 — “Preciso pelo menos hoje. De 5. Falei com o veio ontem si cair do atrasado ele falou que sim”.
- 02/05/2019 — “Amanhã não esquece dos 20 já conversamos sobre isto e o veio também por favor”.
- 30/05/2019 — “5.000 nesta conta quarta feira já conversei com o veio”.
- 06/08/2019 — “Dia 15 valor 53.500. Já falei com o vereador”.
A Polícia Civil afirma que as deliberações sobre a destinação de recursos financeiros giravam em torno de Senival, cuja anuência era necessária para os repasses discutidos.







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