Dólar tem leve alta com petróleo em alta e dívida pública crescente no Brasil

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Dólar registra leve alta e encerra semana em terreno positivo (Foto: Instagram)

Nesta sexta-feira (31/7), o dólar mostrou uma leve valorização de 0,10% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,07. Esse pequeno aumento sugere uma estabilidade da moeda americana, que no dia anterior havia caído 0,92%.

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O comportamento do câmbio no Brasil acompanha a tendência global. Por volta das 10h30, o índice DXY, que avalia a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, como o euro, o iene e a libra esterlina, subia 0,20%, alcançando 100,18 pontos.

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De acordo com a corretora Monte Bravo, os mercados tendem a fechar a semana de forma positiva. Isso ocorre porque, nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre mostrou que a economia ainda é robusta, com consumo e investimentos fortes.

O Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), que é o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed), ficou um pouco abaixo das expectativas em junho. Esse resultado, segundo analistas, reforçou a percepção de que os preços estão em uma trajetória de desaceleração gradual.

A perspectiva positiva é ofuscada pelos conflitos no Oriente Médio. Com as tensões entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo voltou a subir nesta sexta-feira, após ter caído no dia anterior.

Às 9h40, o barril de Brent, referência internacional, subia 1,54%, a US$ 88,22. O tipo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,73%, a US$ 85,04.

No início do pregão, os títulos da dívida dos EUA, os Treasuries, também registravam alta. Esse aumento na rentabilidade atrai investidores, o que eleva o valor do dólar nos mercados.

No Brasil, o Banco Central divulgou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou R$ 10,8 trilhões em junho, representando 81,9% do PIB, o maior nível em cinco anos.

Em maio, a dívida era de 81,1% do PIB, totalizando R$ 10,6 trilhões. No ano, houve um aumento de 3,3 pontos percentuais. A DBGG é a soma das dívidas do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais.

Outros fatores devem influenciar os mercados nesta sexta-feira. Sendo o último dia do mês, ocorre a "guerra da Ptax", onde empresas e investidores tentam influenciar a cotação do dólar para obter uma média favorável.

A corretora Ativa destacou que as bolsas asiáticas fecharam em alta, com recuperação na Coreia do Sul, enquanto o Japão teve ganhos com o setor de chips. Na Europa, os índices também subiram, focados nos resultados das grandes empresas.