Saúde do DF enfrenta falta de pessoal para substituir farmacêuticos em UBSs

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Falta de farmacêuticos fecha farmácias de UBS no DF (Foto: Instagram)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que não possui pessoal disponível para substituir de imediato farmacêuticos afastados das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Quando medidas como remanejamento de profissionais não são suficientes, os pacientes são orientados a procurar atendimento em outras unidades da rede.

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A declaração foi feita após casos em Brazlândia e no Paranoá, onde pacientes relataram dificuldades para obter medicamentos devido à ausência de farmacêuticos.

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Conforme a SES-DF, a rede pública conta com mais de 700 farmacêuticos, totalizando cerca de 26 mil horas semanais de trabalho. Em situações de férias, licença médica, exoneração ou falecimento, a secretaria adota medidas como remanejamento de servidores de outras unidades.

“Quando essas medidas não são suficientes, os usuários são direcionados para outras unidades da rede. Atualmente, não há pessoal disponível para substituição imediata de farmacêuticos afastados”, afirmou a SES-DF.

Na UBS 1 de Brazlândia, a farmácia está fechada desde o falecimento de um farmacêutico em 18 de julho. Pacientes relatam que a unidade permanece sem reposição e encontram a farmácia fechada ao tentar retirar medicamentos, inclusive de uso controlado.

Em nota, a SES-DF informou que das nove Unidades Básicas de Saúde de Brazlândia, apenas a UBS 1 está com o serviço de dispensação de medicamentos suspenso temporariamente após a vacância dos dois farmacêuticos que atuavam na unidade.

Nas redes sociais, pacientes relataram dificuldades para retirar medicamentos na unidade. Uma usuária mencionou que buscou um remédio controlado e foi informada sobre o falecimento do farmacêutico.

“Estão aguardando a secretaria mandar outro farmacêutico. O que é um absurdo. Lembrando que eram dois funcionários que atendiam nessa farmácia”, comentou.

Outra usuária relatou que sua irmã tentou pegar o medicamento controlado do filho várias vezes sem sucesso. “Nunca tem ninguém, tem que adivinhar o dia que vai funcionar. Essa semana ela foi na terça e quarta-feira disseram que só amanhã. Vamos ter mais empatia pelo próximo. Cadê o responsável pela população?”, escreveu.

Na última semana, pacientes da UBS 1 do Paranoá também enfrentaram dificuldades para retirar medicamentos. Com a farmacêutica afastada por licença médica, os usuários foram orientados a procurar outras farmácias da rede, como as do Paranoá Parque, Itapoã e São Sebastião.

De acordo com a SES-DF, a farmácia da UBS 1 está temporariamente fechada devido ao afastamento do farmacêutico responsável, com retorno previsto para agosto.

“Para garantir a continuidade da assistência, houve adequação dos processos de trabalho das Equipes de Saúde da Família para manter a distribuição dos medicamentos destinados aos pacientes atendidos na própria unidade. As demais demandas estão sendo direcionadas para outras farmácias da região”, informou a pasta.

A secretaria acrescentou que insumos para acompanhamento dos pacientes, como glicosímetros, fitas reagentes e materiais para curativos, continuam sendo entregues diretamente pelas equipes de referência da unidade para evitar desassistência.

Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) afirmou que a dificuldade enfrentada pela população para retirar medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde é um reflexo da crise de recursos humanos na Secretaria de Saúde.

“Embora a falta de farmacêuticos seja um problema importante, ela não pode ser analisada de forma isolada. O déficit atinge praticamente todas as categorias da saúde e compromete o funcionamento de toda a rede pública”, afirmou a entidade.

Segundo o sindicato, a Secretaria de Saúde enfrenta um déficit de aproximadamente 25 mil servidores, incluindo mais de 2 mil enfermeiras e enfermeiros.

Para a entidade, essa carência sobrecarrega as equipes, aumenta o tempo de espera por atendimento e dificulta o acesso da população a serviços essenciais, como a dispensação de medicamentos.

“Quando faltam profissionais, todo o fluxo da unidade é prejudicado. O cidadão enfrenta filas maiores e demora para ser atendido. Não se trata apenas da falta de um profissional específico, mas de um problema estrutural que exige recomposição urgente da força de trabalho”, acrescentou.