
Thiago Stabile, Samara Pink e Karen de Moura Tanaka Mori em evento de expansão da Pink Lash. (Foto: Instagram)
A relação entre a empresária Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC", e os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na WePink, começou em 2017 e durou até 2022. Durante esse período, Karen e Samara Martins (conhecida como Samara Pink) participaram da sociedade que expandiu a Pink Lash, uma rede de franquias de beleza e cosméticos.
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Além da parceria nos negócios, Karen (à direita na foto), Samara Pink (no centro) e Thiago Stabile (à esquerda) mantinham uma relação próxima. Fundada em 2021 por Virginia Fonseca, a WePink tem a influenciadora como dona de 33% da empresa. O quadro societário também inclui Samara Pink, Thiago Stabile e o empresário Lucas Chaopeng.
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Em quatro anos, a marca já superou R$ 1,2 bilhão em faturamento acumulado e projeta encerrar 2026 com receita próxima de R$ 1,4 bilhão. A assessoria de Virginia Fonseca informou que não comentará o caso. A coluna Na Mira tenta contato com a defesa dos investigados, deixando o espaço aberto para manifestações.
Samara Pink e Thiago Stabile estão sendo investigados pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) em um inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC". Eles devem prestar depoimento nesta sexta-feira (31/7) na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), em Santos (SP).
Karen está em prisão domiciliar desde 2024 por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Durante a operação que levou à sua prisão, a polícia apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie em sua casa, além de um carro de luxo e mais de US$ 50 mil. As investigações revelaram que Karen tinha um relacionamento com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como "Cabelo Duro", um dos principais membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após sua morte em 2018, Karen abriu uma empresa e começou a movimentar valores incompatíveis com seu patrimônio anterior, totalizando mais de R$ 35 milhões.
Inicialmente, a Justiça decretou a prisão preventiva de Karen, que foi substituída por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Em 2025, foram impostas outras medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo e recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga.
Cronologia da expansão dos negócios
- 2017: Samara Pink e Karen Mori fundaram a Pink Lash, especializada em extensão de cílios e cosméticos;
- 2018: Thiago Stabile integrou a gestão, fortalecendo a expansão da franquia;
- Entre 2018 e 2021: Samara, Thiago e Karen eram sócios em pelo menos quatro empresas da Pink Lash;
- O grupo também investiu em uma empresa de insumos para beleza, fornecendo produtos para as franquias;
- Segundo os sócios, a Pink Lash abriu cerca de 80 unidades entre 2017 e 2022, sendo ao menos 10 em São Paulo;
- A rede chegou a registrar faturamento mensal de R$ 50 milhões, segundo dados dos empresários.






