Caiado critica Flávio Bolsonaro por falta de vice: “Não animou o eleitor”

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Caiado critica falta de empolgação na chapa de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Durante visita à capital mineira na manhã desta sexta-feira (31/7), Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, comentou que Flávio Bolsonaro (PL), seu concorrente, ainda não conseguiu formar uma chapa porque “não conseguiu animar o eleitor”. A declaração veio após o Partido Progressista (PP) anunciar que permanecerá neutro nas eleições, descartando a possibilidade de Tereza Cristina (PP-MS) como vice de Flávio.

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“Se não consegue montar uma chapa, é porque realmente não conseguiram mostrar algo que pudesse animar o eleitor e fazer com que ele acredite no segundo turno”, disse Caiado sobre Flávio. “A análise precisa ser sobre quem vai vencer e passar para o segundo turno”, completou.

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Tereza Cristina (PP-MS) havia concordado em ser vice na chapa de Flávio na quinta-feira (30/7). Após esse sinal positivo, Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, conversou com os diretórios estaduais, mas a decisão foi pela neutralidade. Isso frustrou os planos de Flávio, que chegou a anunciar o “sim” mais cedo nesta sexta.

Nas últimas semanas, sem progresso nas negociações para atrair aliados, a avaliação nos bastidores é que Flávio poderá disputar a Presidência com uma chapa formada apenas por membros do PL, conhecida como chapa “puro-sangue”.

Caiado também afirmou que a falta de entusiasmo do eleitorado está ligada aos candidatos envolvidos na polarização atual (Lula e Flávio) que, segundo ele, evitam debates reais sobre os problemas do país.

“Temos dois candidatos que vivem essa briga entre eles, sem lutar pelo interesse da população, que é a melhoria dos resultados e da qualidade de vida. E ao mesmo tempo, um com o outro naquela brincadeira de esconde-esconde, ninguém quer ir para o debate, ninguém quer ir para a discussão”.

Caiado reafirmou sua candidatura à Presidência e disse que pretende disputar um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, uma comparação entre os indicadores de sua gestão em Goiás e os resultados do governo federal seria crucial para o debate eleitoral.