Marcelo Aro pode receber apoio do Republicanos e PL para governo de Minas após saída de Cleitinho

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Marcelo Aro em coletiva após convenção da União-Progressista em Belo Horizonte. (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O ex-secretário do governo e da Casa Civil, Marcelo Aro (PP-MG), é apontado como o favorito para substituir o senador Cleitinho (Republicanos) como candidato dos principais partidos de direita ao governo de Minas. Contudo, seu nome ainda não foi oficializado pela federação União-Progressista durante a convenção que ocorreu na segunda-feira (3/8) na capital mineira.

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O evento foi realizado poucas horas após o surpreendente anúncio de Cleitinho, que liderava as pesquisas. A federação ainda busca consolidar uma aliança com o Republicanos e o PL. As lideranças presentes evitaram tratar Aro como candidato ao governo, mas enfatizaram que ele era um candidato a "majoritária", sem formalizar sua candidatura.

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"Temos ainda 48 horas até o prazo legal para tomar decisões, agora é hora de dialogar. Com a desistência do Cleitinho, o principal é unir nosso campo da direita, unindo os partidos e dialogando", declarou Aro, mencionando possíveis alianças também com Solidariedade, PRTB e outros.

Apesar de várias fontes afirmarem que o ex-secretário trabalhou nos bastidores para que seu nome fosse apresentado ao Partido Liberal (PL) como uma alternativa a Cleitinho, Aro destacou que aguardava uma posição do senador e se solidarizou com a dor do político, que perdeu o irmão caçula, Matheus Azevedo, recentemente. O drama pessoal foi a justificativa apresentada para desistir de concorrer ao cargo Executivo.

"Com a desistência do Cleitinho, inauguramos um novo período, que é para chegarmos a um nome numa chapa que represente o anseio dessa frente ampla", comentou o político em coletiva à imprensa.

Nem mesmo a aliança com o PL, que as lideranças do PL garantiram que estaria de pé em caso de candidatura, foi assegurada por Aro e pelo prefeito de Belo Horizonte, presidente estadual da federação.

"A gente não está conversando ainda (com o PL). O Cleitinho anunciou hoje, temos que fechar primeiro dentro da nossa federação para depois", afirmou Damião. Caso a aliança com o PL seja confirmada, espera-se que o ex-secretário ofereça palanque para Flávio Bolsonaro (PL).

EX-ALIADOS O ACUSAM DE TRAIDOR
Para viabilizar essa possível candidatura ao Palácio Tiradentes, Aro rompeu com aliados como o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição, e com o ex-governador Romeu Zema (Novo), que o acusou de ter uma atitude de rapina da gestão da qual ele fez parte. Inicialmente, Aro concorreria ao Senado na chapa de Simões, mas preferiu se aliar com adversários do governador no campo da direita.

Ao ser questionado sobre as acusações dos ex-aliados, Marcelo Aro afirmou que não é o momento de rebater e que trabalhará para construir uma alternativa para a frente ampla.

"Foram feitos ataques, enfim, terei o momento certo para responder a tudo que foi falado", afirmou.