
Ativista Thiago Ávila durante coletiva em Guarulhos após deportação de Israel (Foto: Instagram)
O ativista brasileiro pró-Palestina Thiago Ávila desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11/5), depois de ter sido preso e deportado por Israel. A aeronave que transportava o ativista chegou pouco depois das 17h.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Thiago Ávila e o ativista espanhol Saif Abukeshek estavam detidos desde 29 de abril em Israel, após serem interceptados enquanto participavam da flotilha Global Sumud com destino a Gaza.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Esta é a segunda vez que Ávila tenta chegar a Gaza. Ele foi detido em águas internacionais e levado a um tribunal em Ashkelon, onde passou por interrogatório. O ativista estava a bordo do barco Madleen junto a outros 11 ativistas internacionais.
O Ministério de Relações Exteriores de Israel e a organização de direitos humanos Adalah confirmaram a deportação dos ativistas no domingo (10/5). A ONG celebrou a libertação, mas criticou a ação, classificando-a como uma "flagrante violação do direito internacional". Eles destacaram que o uso de detenção, interrogatório e tortura contra ativistas é uma tentativa inaceitável de reprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza.
Thiago chegou a receber ameaças de morte e de ser mantido preso por até 100 anos, conforme informações fornecidas por sua família ao Metrópoles. Sua esposa, Lara Souza Ávila, relatou que ele ficou em uma cela solitária, exposto a luzes intensas por 24 horas, causando privação de sono e desorientação.
O ativista foi detido em 29 de abril durante uma operação das forças de segurança israelenses contra a flotilha Global Sumud, que seguia para Gaza com o objetivo de fornecer ajuda humanitária.
A frota era composta por cerca de 22 embarcações e 175 ativistas, que foram mantidos sob custódia durante toda a operação, segundo os organizadores. Israel alega que a missão tinha ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), sancionada pelos EUA por supostas atividades a favor do Hamas. Os organizadores da flotilha negam essa alegação, afirmando que a intenção era apenas humanitária. Em uma declaração conjunta, os governos do Brasil e da Espanha condenaram a detenção dos ativistas.


