O julgamento de Oruam teve início na noite desta segunda-feira (11/5), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A audiência começou por volta das 18h, com duas horas de atraso, e acontece mesmo com o artista estando foragido da Justiça.
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O rapper é considerado foragido desde fevereiro deste ano, após a revogação de um habeas corpus por descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
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Apesar da ausência do cantor, o processo segue em julgamento à revelia. De acordo com informações divulgadas pelo jornalístico da TV Globo, RJ2, outros dois réus relacionados ao caso estiveram presentes no tribunal.
A ação judicial está ligada a um incidente ocorrido em julho do ano passado, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes realizaram uma operação em uma casa localizada em um condomínio no Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. O imóvel pertence ao rapper.
Na ocasião, os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Durante a operação, segundo a acusação, Oruam e outros jovens teriam atacado viaturas da Polícia Civil com pedras.
De acordo com as investigações, os envolvidos teriam assumido o risco de causar a morte dos agentes. Por causa do episódio, o cantor responde por duas tentativas de homicídio contra policiais civis, além de acusações de resistência, ameaça, desacato e dano qualificado.
A audiência desta segunda prevê o depoimento de sete testemunhas. Três delas já foram ouvidas, além de um policial civil que também prestou esclarecimentos durante a sessão.
Paralelamente, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo de Oruam, também é investigado em outro inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.
No fim de abril, ele foi alvo de uma operação da Polícia Civil e, desde então, continua sendo procurado pelas autoridades.


