
Roupas em cabides: alerta para aumento do custo do poliéster (Foto: Instagram)
Ao pegar uma peça de roupa e observar a etiqueta, é comum encontrar o termo poliéster. Esta fibra, popular no fast fashion por sua durabilidade e custo, é derivada do petróleo. Com o aumento dos conflitos no Oriente Médio e o fechamento parcial de rotas marítimas importantes, espera-se que o preço do poliéster suba. O petróleo Brent, referência global, ultrapassou US$ 120, o que gera um "efeito dominó" na indústria da moda.
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O poliéster e o nylon representam mais de 50% da produção têxtil mundial. Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o custo dessas matérias-primas aumentou até 40%. Além disso, navios que transportam tecidos da Ásia para o Brasil estão desviando pela África para evitar áreas de conflito e canais fechados, o que pode aumentar em até 20 dias o tempo de entrega e encarecer significativamente o frete e o seguro.
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Se os custos aumentaram, por que as vitrines parecem inalteradas? A resposta está no estoque: as coleções atuais foram compradas e fabricadas meses atrás. Além disso, o dólar a R$ 4,90 tem protegido os importadores brasileiros, suavizando o impacto da alta do petróleo.
Essa estabilidade é temporária. Estima-se que o "choque do petróleo" chegue às etiquetas brasileiras entre julho e setembro de 2026, afetando principalmente as coleções de primavera-verão.
A boa notícia para os consumidores é que as varejistas temem perder clientes. Com o orçamento das famílias apertado, grandes redes como Renner e Riachuelo evitam repassar integralmente os aumentos.
O mercado espera que, dos 15% de aumento na produção, apenas de 3% a 6% sejam repassados ao preço final. As empresas preferem absorver o restante do prejuízo a ver as lojas vazias e as araras cheias.


