
Amostras de rochas de terras raras na mina de Minaçu (GO). (Foto: Instagram)
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou, nesta segunda-feira (11/5), um procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades na venda da mineradora brasileira Serra Verde Pesquisa e Mineração S.A. para a empresa americana USA Rare Earth, Inc. (USAR).
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O contrato entre as duas empresas foi estabelecido em abril, com um valor aproximado de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde é responsável por uma mina de terras raras localizada em Minaçu, no norte de Goiás.
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A investigação do Cade visa determinar se a fusão das empresas caracteriza um ato de concentração, algo que é monitorado para evitar práticas que prejudiquem a concorrência.
“A abertura do APAC não implica necessariamente que os atos precisarão ser notificados ou que existam problemas concorrenciais. Ao concluir a investigação, a Superintendência-Geral pode optar pelo arquivamento, pela consumação da operação ou pela abertura de um processo administrativo”, afirma o Cade.
A fusão entre as duas companhias resulta em uma multinacional com oito operações nos EUA, Brasil, França e Reino Unido, abrangendo toda a cadeia de suprimentos de terras-raras, desde mineração até a fabricação de ímãs.
Terras raras são compostos de 17 elementos químicos cruciais para a tecnologia moderna, utilizados em eletrônicos, ímãs de alta potência e motores de veículos elétricos, cuja extração e processamento são complexos e onerosos.


