
Senador Ciro Nogueira reafirma inocência e promete reapresentar ‘Emenda Master’ (Foto: Instagram)
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se defendeu das acusações de que recebia dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de favores. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Ciro declarou que é inocente.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Ele destacou possuir empresas fundadas por seu pai que justificam seu patrimônio, e lembrou que já foi "vítima de ataques em ano eleitoral" no passado. "Essa estratégia não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora", afirmou.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
O presidente do PP também defendeu sua atuação no Congresso. Ele afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC), que visava aumentar o teto de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, não foi apresentada "na íntegra como foi recebida". E garantiu que irá reapresentar a emenda. Veja vídeo:
“Vamos discutir a conhecida ‘Emenda Master’, que ajusta o Fundo Garantidor. Primeiro ponto: é falso que essa emenda foi publicada na íntegra como recebida. Este fundo é privado, financiado pelos bancos. Até hoje ninguém explicou publicamente por que esse fundo não é corrigido há 13 anos”, declarou o senador.
Ciro Nogueira ainda continuou dizendo que a rejeição da emenda "só favorece os grandes bancos". E questionou: “O fundo garante quem? Os bancos? Não. Os correntistas. Pessoas que têm economias de uma vida inteira”, concluiu.
EMENDA DE VOLTA NO CONGRESSO
Após comentar sobre a desatualização do fundo e a importância de considerar o aumento da Selic nos últimos anos, Ciro assegurou que reapresentará a emenda para votação.
“Decidi apresentar agora a emenda corrigindo o valor do FGC, que pela Selic deveria estar acima de R$ 800 mil. Agora o Banco Master não existe mais. Quero ver qual desculpa os grandes bancos vão usar para negar essa proteção aos correntistas brasileiros”, afirmou.
O FGC protege correntistas e investidores em caso de falência da instituição financeira. A proposta de Ciro, inicialmente, surgiu dentro da PEC nº 65/2023, que busca ampliar a autonomia do Banco Central (BC).
O texto transforma a instituição em uma empresa pública de natureza especial, com independência administrativa, financeira e orçamentária, além de autonomia operacional garantida por lei desde 2021.
Na prática, a proposta permite que o Banco Central tenha orçamento próprio e utilize receitas geradas por suas operações para cobrir despesas internas, sem depender de repasses do governo federal.
Atualmente, o BC tem autonomia para definir instrumentos de política monetária, como a taxa básica de juros, mas ainda depende do Orçamento da União para despesas administrativas.
INVESTIGAÇÕES
De acordo com investigações da Polícia Federal, o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master, enviado a Daniel Vorcaro pelo ex-diretor do Master André Kruschewsky, impresso e entregue em envelope destinado a Ciro, no endereço residencial do Senado. O presidente do PP nega.


