
Artista organiza pequenas casas de vidro em instalação que evoca territórios e memórias urbanas na Cena Artística de Brasília. (Foto: Instagram)
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, promovida pelo Metrópoles, reúne um grupo diversificado de artistas com critérios que vão além da estética ou técnica. A partir de 19 de maio, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a mostra se organiza como um espaço onde diferentes práticas artísticas se encontram e se fortalecem mutuamente.
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Sob a curadoria de Monica Tachotte, a seleção considerou a trajetória dos artistas e a força poética de suas obras. O objetivo foi identificar pesquisas que dialogam com questões contemporâneas, levando em conta tanto as linguagens empregadas quanto as reflexões que permeiam cada trabalho.
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Apesar da variedade de técnicas e abordagens, existem pontos de convergência que guiam a exposição. Temas como território, memória, corpo e paisagem atuam como fios condutores, conectando obras distintas. "Procurei reunir artistas que, mesmo trabalhando com diferentes linguagens, compartilham investigações sobre temas como território, memória, corpo e paisagem", explica Tachotte.
A proposta não é uniformizar a produção artística, mas sim valorizar as diferenças. A curadoria aposta que os contrastes podem gerar novas interpretações e ampliar o entendimento do conjunto. "A ideia é construir uma exposição onde as diferenças não se anulam, mas se ativam mutuamente", afirma.
Esse conceito dialoga com a ideia de constelação que orienta a mostra. Assim como no céu, onde cada estrela mantém sua individualidade, mas forma um desenho maior em conjunto, as obras preservam sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.
O processo curatorial foi um exercício de articulação, com o objetivo de revelar a força e complexidade da produção contemporânea de Brasília. "Foi um processo de articulação para que o conjunto revelasse a força e a complexidade da cena contemporânea de Brasília", pondera a curadora.
A iniciativa reforça o papel do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.
O projeto segue o sucesso da exposição anterior "É Pau, É Pedra…", que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo entre dezembro de 2025 e março de 2026.
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que contribuem para a identidade cultural de Brasília. Com isso, vai além de sua herança modernista, apresentando a cidade como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
SERVIÇO
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 5 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita


