Professor do DF, Igor Bomfim, ainda foragido mais de um mês após ordem de prisão

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Ex-professor Igor Azevedo Bomfim segue foragido após mandado de prisão da Justiça da Bahia (Foto: Instagram)

Mais de um mês após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) decretar a prisão de Igor Azevedo Bomfim, ex-professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, ele continua foragido. Com 46 anos, Igor foi condenado por assassinar a ex-mulher e teve a prisão decretada em 29 de junho deste ano.

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Igor Azevedo Bomfim foi sentenciado a 10 anos e 10 meses de prisão por ter assassinado Mayara de Souza Lisboa a tiros. O crime ocorreu em 2 de novembro de 2010, na residência da vítima, em Santa Rita de Cássia (BA).

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O professor foi condenado em 2013, mas permaneceu em liberdade até o trânsito em julgado do caso em 2024. Naquela época, ele já lecionava como professor temporário na rede pública de ensino do DF por mais de três anos.

Ainda em 2024, Igor foi preso, mas a defesa conseguiu anular o trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), fazendo com que o caso retornasse ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde permanece. O pedido de prisão ficou parado por um ano até que a Quinta Turma do STJ determinasse, em junho deste ano, que a Vara de Justiça de Santa Rita de Cássia, do TJBA, emitisse um mandado de prisão contra Igor. A ordem foi cumprida pela Justiça da Bahia seis dias depois.

Após o pedido mais recente de prisão, a defesa do professor entrou com um pedido de habeas corpus para tentar anular o mandado. Até o momento, Igor continua desaparecido, podendo ser detido a qualquer instante sob ordem judicial.

CONDENADO REFEZ A VIDA NO DF
Após ser condenado, em 2014, pelo assassinato da ex-namorada em Santa Rita de Cássia (BA), Igor Azevedo Bomfim mudou-se para o DF. Ele lecionou na rede pública de ensino da capital de 2021 a 2024 e, no início deste ano, reassumiu o cargo de professor substituto temporário na Secretaria de Educação, atuando no Centro de Ensino Fundamental 03 da Cidade Estrutural, até ser afastado após a cobertura do Metrópoles que destacou o caso.

Na época, a Secretaria de Educação afirmou que, no momento da contratação, Igor "apresentou toda a documentação exigida para o ingresso no serviço público temporário, incluindo certidões negativas de antecedentes criminais, com resultado 'nada consta', emitidas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Justiça do DF". Mesmo assim, a pasta afastou o professor e iniciou um processo sigiloso para apurar os fatos. Igor não recebe salários desde seu afastamento.

A defesa de Igor Azevedo Bomfim foi contatada pela reportagem, mas não havia respondido até a última atualização desta matéria. O espaço para manifestação continua aberto.

Relembre o crime

  • Em 2 de novembro de 2010, Igor Azevedo Bomfim invadiu a casa de Mayara de Souza Lisboa, em Santa Rita de Cássia (BA), e atirou contra ela. A vítima morreu no local;
  • Igor saltou o muro dos fundos da casa de Mayara, encontrou a ex-companheira no banheiro e a executou. Dias antes, a vítima chegou a pedir que um amigo vigiasse a casa dela para que ela pudesse tomar banho;
  • Depois de 12 dias foragido, Igor se apresentou à polícia e confessou o crime. O professor alegou que matou a ex “em defesa da honra”;
  • À época do assassinato, Igor tinha 31 anos, e Mayara, 22. Eles mantiveram relacionamento durante 1 ano e 8 meses;
  • Igor tinha ciúmes que “extravasavam os limites da normalidade” e monitorava Mayara a cada passo, de acordo com inquérito policial. O relacionamento foi tomado por brigas — o réu chegou a apontar arma de fogo na cara da vítima em uma discussão;
  • Igor virou réu e, em 2013, foi absolvido pelo Tribunal do Júri. Ele se mudou para o DF logo após a absolvição e vive na capital federal desde então;
  • A defesa de Mayara recorreu para anular a decisão que absolveu o criminoso. Em 2019, nova decisão condenou o professor a 10 anos, 10 meses e 18 dias de prisão;
  • Igor recorreu e seguiu em liberdade até novembro de 2024, quando o caso transitou em julgado e ele foi preso em casa, no Guará (DF);
  • Dias depois, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o trânsito em julgado do caso, e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou a soltura de Igor;
  • Agora, a Quinta Turma do STJ determinou que se cumpra a pena. A Justiça da Bahia acatou a ordem, e um novo mandado de prisão foi expedido em 29 de junho deste ano;
  • O mandado de prisão ainda não foi cumprido, e Igor segue foragido.