
Claudio Cinti recebe alta e denuncia alta precoce enquanto luta por reabilitação e remédios caros (Foto: Instagram)
Claudio Cinti recebeu alta do hospital nesta quarta-feira (13/5), após estar internado desde o final de março com pneumonia. Em um desabafo nas redes sociais, o ator revelou que foi liberado, mas não concorda com a decisão.
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“Oi, pessoal. Tudo bem? Hoje venho informar que recebi alta do hospital, mesmo achando que ainda não era o momento. Mas o hospital quer se livrar de mim, o plano de saúde quer se livrar de mim o mais rápido possível”, disse o artista, que passou por um transplante de rim no final de 2025.
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Claudio Cinti mencionou que ainda enfrenta dificuldades para se locomover. “Ainda estou acamado, preciso de uma cuidadora, não consigo andar sozinho. Comecei a dar os primeiros passos com um andador ontem, mas foram apenas três passos. Portanto, ainda vou precisar de fisioterapia por um bom tempo”, relatou.
O ator também expressou preocupação com os novos custos de medicamentos. “O citomegalovírus deu negativo no último exame, mas o médico recomendou que eu continue com a medicação por mais três semanas, seja venosa ou em comprimido. A venosa eu terei que fazer na Tijuca e nem sei se o plano vai cobrir ou apenas aplicar. O problema é que as doses são muito caras, cerca de R$ 5 mil por caixa. Talvez não consiga fazer todas as aplicações”, afirmou.
Claudio buscou alternativas para não ficar sem o medicamento: “Na versão em comprimido, não consegui o remédio prescrito, Ganciclovir, mas consegui um similar, Valaciclovir, por um preço mais acessível. Vou precisar de 84 comprimidos, o que custará cerca de R$ 600. Muito mais barato do que ir até a Tijuca de táxi pelo menos três vezes por semana”, explicou ele.
E continuou: “Tenho um amigo taxista que faz um preço especial para mim. Ele vai me pegar na cadeira de rodas, me colocar no carro, depois me tirar e me esperar para trazer de volta. Enfim, uma burocracia. Pesquisei sobre o Valaciclovir, li a bula e vi que ele é adequado para o que preciso, que é para o citomegalovírus, prevenção em pacientes transplantados, etc.”, contou.
Cinti prosseguiu: “Quando fui comprar na farmácia, consegui o remédio por R$ 560 na Drogaria Cristal. As duas caixas serão suficientes. Vou ter que tomar quatro comprimidos por dia: dois de manhã e dois à noite. Só que a farmacêutica disse que não podia vender porque a receita estava como Ganciclovir e não Valaciclovir. Pedi então para chamar a médica e refazer a receita. Ela simplesmente disse que não podia porque ‘não é a mesma coisa’. Eu falei: ‘Doutora, mas acabei de ver a bula, está aqui’. Perguntei se ela queria ver, e ela respondeu: ‘Não’. E acho que foi embora. Ou seja, um atendimento ruim, depois vou resolver isso”, acrescentou.
Claudio Cinti ainda destacou que teve mais um problema ao deixar o hospital: não conseguiu uma ambulância para voltar para casa.
“Outra coisa: pedi uma ambulância para me levar para casa, porque estou acamado. Ela falou que eu não estou mais acamado. Eu respondi: ‘Mas eu não consigo levantar da cama sozinho, preciso de ajuda para ir até o andador. Só dou dois passos’. Ela disse que eu ‘não pontuo para ambulância’. Ou seja, já pedi para um amigo taxista vir me buscar, me colocar dentro do carro e me tirar em casa”, lamentou.
O ator também contou que vai precisar de uma cuidadora: “Também acertei com uma cuidadora para me acompanhar em casa. Isso não é barato: cerca de R$ 250 por dia. Vou precisar, pelo menos, até conseguir andar sozinho e ter autonomia. Além disso, contratei um fisioterapeuta que já atendia minha mãe. Ele cobra um preço justo e vai três vezes por semana. Já começa amanhã, para me ajudar a andar mais rápido”, contou.


