Ministro José Guimarães promete à Janja buscar apoio de Hugo Motta para PL da Misoginia

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Ministro José Guimarães no Palácio do Planalto (Foto: Instagram)

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, garantiu à primeira-dama Janja que irá dialogar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o Projeto de Lei da Misoginia. A promessa ocorreu durante a reunião do comitê interinstitucional do “Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio”, que aconteceu na quinta-feira (6/8) no Palácio do Planalto.

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De acordo com informações obtidas pela coluna, Guimarães comunicou a Janja e à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que se encontrará com Motta na próxima segunda-feira (10/8). O objetivo é discutir pautas de interesse do governo, incluindo a solicitação de que o PL da Misoginia seja colocado para votação no plenário durante a semana de esforço concentrado.

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Janja é uma das principais apoiadoras do projeto dentro do governo. A proposta, originada no Senado, busca criminalizar condutas motivadas por ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres. Para isso, equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível, com penas de dois a cinco anos de prisão.

Na Câmara, o projeto está sob a relatoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Tabata e parte da bancada feminina tentaram votar a proposta antes do recesso parlamentar, mas não obtiveram sucesso.

Em entrevista ao Metrópoles, Tabata afirmou ter dialogado com todos os partidos, mas apenas o PL não mostrou disposição para apoiar a proposta. Segundo ela, o projeto enfrenta dificuldades na Câmara por “questões eleitorais”.

“Não estamos conseguindo votar o PL por questões eleitorais. Isso é lamentável, pois esse não deveria ser um projeto para servir de palanque político”, declarou.

Tabata também destacou que a proposta foi aprovada por unanimidade no Senado, inclusive com votos de membros da oposição, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“No Senado, o texto foi aprovado de forma unânime. A senadora Damares Alves e o senador Flávio Bolsonaro votaram a favor. É inconcebível alguém ser contra proteger as mulheres e combater os criminosos que as matam”, completou a deputada.