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Flávio Bolsonaro protagoniza momento embaraçoso em encontro com Donald Trump

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Encontro ‘manos‐huevos’: Flávio Bolsonaro e Trump em foto constrangedora (Foto: Instagram)

Flávio Bolsonaro definitivamente não é o herói que contrasta com o anti-herói do “eu-lírico” — ou “eu-abúlico” — de “Poema em Linha Reta”, de Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. No poema, é dito: “Toda a gente que eu conheço e que fala comigo/ Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,/ Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…”

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Pois é… O Zero Um teve mais um dia de ridículo. Isso poderia até lhe conferir um ar meio “gauche” — alô, Eduardo, não quer dizer “esquerdista”, hein? —, algo que apela à nossa condição humana, entre o desastre e a glória… O abismo o contempla, claro! Já a grandeza…

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Raramente vi algo tão constrangedor na política quanto o “encontro” entre Flávio e Donald Trump. O presidente norte-americano permitiu duas cenas montadas para a fotografia. Numa delas, o pré-candidato do PL aparece naquela pose clássica, de quem segura o púbis… Não esquecer que “as bolas” de Jair Bolsonaro “falam” em “Dark Horse”. Tudo fica por ali, naquela terra devastada…

Na outra imagem, o pré-candidato do PL mantém as mãos no mesmo lugar, à esquerda da imagem. À direita, está Eduardo, vivendo seu dia de “Pink”, emprestando aos próprios membros superiores a função de vizinhança com o bem…, órgão inferior. Atrás da cadeira de Trump, está Paulo Figueiredo, o Cérebro. Sabem como é… No “Trivium”, quem fica no meio ocupa o lugar principal. Huuummm… Ousado, o “influenciador” de extrema direita apoia os braços no espaldar da cadeira do chefão.. Ops! Desculpe, Paulo. Talvez “Donny…” Sabe como é, gente, os caras são “chapas”.

Convenhamos… Esse cara sabe se vender. Aliás, um sócio seu num rolo imobiliário de R$ 45 milhões no Brasil, um tal Ricardo Siqueira Rodrigues, foi alvo da Polícia Federal nesta terça. O rapaz já chegou a fazer delação premiada no tempo do tal “petrolão”. O patriotismo é tão fanático que nem olha a qualidade dos seus parceiros.

O grande evento de Flávio com Trump durou uns cinco minutos, se tanto. O valente entregou um texto a seu chefe espiritual em que pede, segundo ele próprio, que organizações criminosas no Brasil sejam consideradas terroristas e foi só. No mais, a gente tem a foto do deslumbrado segurando o púbis e aquele arzinho de “Mamãe, veja onde estou”.

Os argentinos fazem blague de imagens “mano-cara”, aquela com a mão no rosto afetando profundidade. A deferência a Trump é de tal sorte que os irmãos optaram pela foto “manos-huevos”. Ou onde enfiá-las, como na musiquinha infantil? Eis o candidato a governar o Brasil.

Ok. O candidato pode acrescentar a seu currículo: “Flávio Bolsonaro já fez uma foto ‘manos-huevos” ao lado de Trump. Foi o grande feito deste dia.

Na entrevista coletiva, os jornalistas foram avisados: houvesse uma pergunta que não fosse sobre o encontro de cinco minutos com Trump, e o papo seria encerrado. Perfeito. A nova fase da marquetagem e da comunicação da campanha começa definindo o que a imprensa pode ou não perguntar. “Dark Horse” nunca mais… Qual o meu conselho? Ora, que continuem assim: segurando os “huevos” na era das “talking balls”.

Não foi desta vez que Flávio entrou no rol dos homens imunes ao ridículo.

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