Anvisa alerta sobre aumento de reações adversas ao uso de testosterona por mulheres

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Especialistas alertam para uso restrito de testosterona em mulheres (Foto: Instagram)

A reposição de testosterona em mulheres não é uma prática recomendada de forma geral, devendo ser realizada apenas em casos específicos e após avaliação médica. Esta orientação é respaldada por sociedades médicas e dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em resposta à disseminação de conteúdos nas redes sociais que promovem o uso do hormônio para melhorar disposição, libido e aparência.

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Especialistas afirmam que a ideia de que todas as mulheres precisam repor testosterona para manter a saúde ou prevenir os efeitos do envelhecimento carece de base científica. A recomendação deve ser feita de forma individualizada, considerando sintomas, exames e histórico clínico da paciente.

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QUANDO O USO É INDICADO
Conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a testosterona só é indicada terapeuticamente para mulheres em casos de transtorno do desejo sexual hipoativo na pós-menopausa. Mesmo assim, o tratamento deve ser cuidadosamente avaliado e considerado apenas quando outras abordagens falharem.

As entidades também alertam que dosar testosterona como exame de rotina ou alegar "déficit androgênico" não têm respaldo científico e podem resultar em prescrições desnecessárias.

RISCOS DO USO SEM INDICAÇÃO
O uso de testosterona sem indicação clínica, em doses inadequadas ou combinada com outras substâncias, pode resultar em efeitos adversos como acne, queda de cabelo, alterações hepáticas, mudanças nos níveis de gordura no sangue e problemas cardiovasculares. Há também registros de dependência psíquica associada ao uso desses hormônios.

Dados de farmacovigilância da Anvisa indicam um aumento nas notificações de eventos adversos relacionados a medicamentos anabolizantes nos últimos anos, com um pico em 2024. Testosterona e somatropina são responsáveis pela maioria desses relatos.

A agência ressalta que esse aumento pode ser devido a uma maior notificação por parte de pacientes e profissionais de saúde, além da ampliação dos sistemas de registro, e não necessariamente a um crescimento proporcional de problemas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que promessas de benefícios gerais, como mais energia ou melhora estética, devem ser vistas com cautela e não substituem a avaliação médica individual.

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