
Lula e Alcolumbre trocam impressões durante evento oficial em Brasília (Foto: Instagram)
Após uma tentativa inicial sem sucesso, membros do Palácio do Planalto estão confiantes de que o presidente Lula conseguirá, em uma segunda tentativa, a aprovação do ministro Jorge Messias para o STF pelo Senado.
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A estratégia de ministros e assessores do Planalto é que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, esteja enfraquecido devido ao avanço do Caso Master, permitindo assim uma negociação mais favorável ao governo.
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Os auxiliares de Lula destacam que a Polícia Federal está investigando possíveis irregularidades em investimentos da Amapá Previdência, administrada por aliados de Alcolumbre, no banco liderado por Daniel Vorcaro.
Lula anunciou a nova indicação de Messias na sexta-feira (29/5), após conversas com Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e o senador Weverton Rocha.
No Planalto, a expectativa é que Lula reenvie a indicação ao Senado após dialogar com Alcolumbre. A percepção é que isso acontecerá em breve.
"Ele (Lula) não ia anunciar isso agora se não fosse para mandar logo", comenta uma fonte do governo.
A ATUAÇÃO DE ALCOLUMBRE CONTRA MESSIAS
Alcolumbre trabalhou pessoalmente para a rejeição de Messias no Senado. Na véspera da votação, ele procurou vários senadores para solicitar votos contrários à indicação de Lula ao Supremo.
O governo acredita que Alcolumbre agiu contra Messias para agradar a oposição e evitar o fortalecimento de André Mendonça, relator do Caso Master no STF e aliado de Messias.
Senadores da base governista acreditam que, nesta segunda tentativa, Alcolumbre não mostrará resistência a Messias, já que o cenário político mudou com o avanço do Caso Master.
Além disso, o Planalto avalia que a recente exposição da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro pode também beneficiar Messias na nova indicação.


