
Entendendo o período refratário masculino (Foto: Instagram)
Quando o assunto é sexo, um dos temas mais discutidos é a ereção. Após um orgasmo, muitos homens sentem ansiedade para continuar o ato, acreditando que isso depende apenas do pênis estar ereto. Os filmes pornográficos contribuem para esse mito, já que não refletem o tempo real necessário para uma nova ereção.
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Em entrevista a um portal britânico, a enfermeira Lorraine Grover, especialista em psicossexualidade, explicou que isso ocorre devido ao período refratário. “É o tempo que o corpo leva para se recuperar após o orgasmo, antes que uma nova ereção seja possível”, afirmou.
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Durante esse tempo, o corpo libera hormônios como prolactina e serotonina, que inibem a produção de dopamina, responsável por manter o pênis ereto. A idade é um fator determinante para esse tempo de recuperação.
Confira a média segundo estudos fisiológicos:
- 13 a 25 anos: alguns minutos;
- 25 a 35 anos: até 30 minutos, podendo chegar a 40;
- 50 a 60 anos: ereções podem demorar horas;
- A partir dos 70 anos: pode levar um dia ou mais.
“Não há um período refratário ‘normal’ definido pela medicina. Homens saudáveis podem se recuperar mais cedo ou mais tarde que esses intervalos”, destacou a médica Charlotte Todd.
Outros fatores, além da idade, influenciam. Lorraine Grover aponta que condições de saúde, especialmente cardiovasculares, facilitam a rápida recuperação após o orgasmo. “Problemas cardíacos podem afetar o fluxo sanguíneo, crucial para a ereção”, ressaltou.
O sono de qualidade também é importante, pois ajuda a reabastecer a energia necessária para a função sexual. Além disso, o consumo de álcool e drogas pode prejudicar a excitação e causar desidratação, afetando a regulação hormonal.
Por último, a testosterona tem papel essencial para novas ereções. “Baixos níveis de testosterona podem resultar em ereções mais fracas e um tempo de recuperação prolongado”, disse a enfermeira.
A ansiedade pode prolongar a espera por uma nova ereção. Charlotte Todd enfatiza que questões de saúde mental, como ansiedade e estresse, também devem ser consideradas. “Fatores psicológicos podem dificultar a obtenção de outra ereção mesmo após o período refratário”, concluiu a médica.
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