
Operação prende família suspeita de golpes com anúncios falsos de motos (Foto: Instagram)
Equipes da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), em conjunto com a Polícia Civil do Ceará, realizaram nesta quarta-feira (3/6) uma operação contra um grupo acusado de aplicar golpes com anúncios falsos de motos. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE).
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As investigações revelaram que um núcleo familiar no Ceará é suspeito de cometer fraudes virtuais contra vítimas em vários estados do Brasil. Após atrair as vítimas em plataformas de vendas online, os golpistas continuavam a negociação por aplicativos de mensagens, onde exigiam pagamentos antecipados, alegando serem para custos de frete ou outras despesas relacionadas à entrega do veículo.
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O grupo passou a ser investigado pela Polícia Civil do DF após uma vítima relatar que foi induzida a fazer transferências via Pix para cobrir o suposto transporte do veículo. Durante a investigação, a 8ª DP encontrou indícios de que o grupo atuava de forma organizada e possivelmente estava ligado a outros casos semelhantes.
Entre as evidências, destacam-se a criação de e-mails que simulavam ser de transportadoras, usados para dar credibilidade à fraude. Também foram identificadas contas bancárias para onde os valores eram transferidos.
A apuração revelou outros casos semelhantes no Distrito Federal e em várias unidades federativas. As investigações indicaram conexões com ocorrências na Bahia, Minas Gerais, Piauí e Maranhão, incluindo um caso em Minas Gerais com perda de quase R$ 50 mil.
Com base nas provas coletadas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão para reunir mais evidências do crime. As buscas ocorreram em residências nos bairros Vila Monte Castelo e Carlito Pamplona, em Fortaleza (CE).
As investigações também permitiram identificar os supostos responsáveis pelo esquema, apontando para um núcleo familiar formado por um casal e a mãe de um deles. Apenas uma das investigadas tem antecedentes por tráfico de drogas.
As penas para os crimes investigados podem chegar a 23 anos de prisão. O grupo pode responder por estelionato eletrônico, cuja pena é de até 8 anos; associação criminosa, com pena de até 5 anos; e lavagem de dinheiro, que pode resultar em até 10 anos de reclusão, além de outras penalidades legais possíveis.


