
Mulher adota posição fetal ao sentir dor pélvica, sintoma comum da endometriose (Foto: Instagram)
De acordo com um estudo divulgado na revista Diabetologia em 6 de agosto, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade George Mason e colaboradores indicam que mulheres com diagnóstico de endometriose apresentam um aumento de 46% na probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.
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A pesquisa analisou dados de aproximadamente três milhões de mulheres acompanhadas ao longo de 25 anos. Conforme relatado no periódico científico, esta análise é a maior já realizada para examinar a relação entre endometriose e diabetes tipo 2.
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O estudo foi liderado pela doutora Maggie Fuzak Nunziato, da Universidade George Mason, com a participação da professora de Saúde Global e Comunitária Anna Pollack.
Os dados do estudo foram obtidos a partir de registros de saúde de quase 3 milhões de mulheres em Utah, entre 1996 e 2021, das quais cerca de 100.000 tinham endometriose. A principal descoberta foi que a associação com o diabetes é mais forte na endometriose extrapélvica. Os resultados mostram apenas uma associação, sem evidência de causa e efeito direto com o diabetes tipo 2. Pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos sobre os mecanismos biológicos e o impacto da triagem metabólica precoce. Instituições de Utah, Arizona, Brigham and Women’s Hospital e Intermountain Health participaram da pesquisa.
Conforme os pesquisadores, o risco de diabetes varia conforme os tipos de endometriose, sugerindo implicações de saúde a longo prazo que não eram previamente reconhecidas. O estudo também sugere que a inflamação crônica pode ligar a endometriose à saúde metabólica, embora mais pesquisas sejam necessárias para compreender essa conexão.
Maggie afirma em comunicado: “Estudos anteriores trataram a endometriose como uma condição isolada, geralmente sem associação com diabetes tipo 2. Nossos resultados ampliam a compreensão de que a endometriose pode impactar mais do que apenas a saúde reprodutiva”.
O estudo também identificou que a associação é mais forte em mulheres na pré-menopausa e com obesidade, grupo mais propenso a diabetes tipo 2. O Ministério da Saúde define a endometriose como o crescimento de tecido endometrial fora do útero, causando inflamação crônica, com prevalência entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. As causas ainda são desconhecidas, mas a condição afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil globalmente, totalizando cerca de 190 milhões de pessoas.
Caso esses achados sejam confirmados em pesquisas futuras, poderão ajudar a identificar mulheres com endometriose em risco de diabetes tipo 2, melhorando o rastreamento e as medidas preventivas.
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