Aumento de Crimes Virtuais Contra Crianças em Férias Escolares Alerta Autoridades

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Delegada Lisandréa Salvariego monitora crimes virtuais contra jovens (Foto: Instagram)

O crescimento no número de crianças e adolescentes vítimas de crimes virtuais durante as férias escolares reforça um alerta das autoridades de segurança pública. A interação prolongada com ambientes virtuais, sem a supervisão dos pais ou responsáveis, pode levar à exposição de jovens a conteúdos prejudiciais, discursos de ódio e até comunidades que incentivam ações criminosas.

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“O principal sinal atualmente é o isolamento social combinado com o uso excessivo de telas. Quando o adolescente se afasta da convivência familiar, altera seu comportamento de forma abrupta e passa a maior parte do tempo sozinho conectado, é crucial que os pais fiquem atentos”, destacou a delegada Lisandréa Salvariego, responsável pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo.

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A delegada afirmou ao Metrópoles que as férias escolares são um período mais suscetível a esses incidentes, pois crianças e adolescentes têm mais tempo para acessar dispositivos.

Para Lisandréa, o monitoramento é uma ferramenta essencial na prevenção dos crimes digitais. “Tecnologia se combate com tecnologia. Hoje, existem ótimas ferramentas gratuitas de controle parental, além das opções oferecidas pelas próprias plataformas digitais. Os pais devem acompanhar o que seus filhos consomem na internet e manter essa vigilância no ambiente doméstico.”

Segundo as investigações do Noad, adolescentes podem ser gradualmente expostos a conteúdos cada vez mais violentos através dos algoritmos das plataformas digitais. O processo geralmente começa com materiais aparentemente inofensivos e, à medida que o usuário demonstra interesse, as recomendações evoluem para conteúdos mais extremistas, promovendo discursos de ódio e violência.

CRIMES VIRTUAIS AUMENTAM
De acordo com o levantamento do Noad, que considera os registros entre 15 de junho e 15 de julho, os casos de crimes virtuais contra crianças e adolescentes subiram de 89 para 158, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A prática de violência contra animais em ambientes digitais triplicou no mesmo intervalo. Conforme a delegada Lisandréa Salvariego, as vítimas são, em sua maioria, meninas de seis a 15 anos.

Um inquérito civil está em andamento no Ministério Público de São Paulo contra a plataforma Discord, informou a delegada. “O inquérito foi instaurado a partir das constatações do NOAD, visto que a maioria das transmissões desses crimes ocorre nessa plataforma.”