São Paulo registra 23 mortes por febre maculosa em 2026, concentradas no interior

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Profissional de saúde removendo carrapato-estrela durante exame de rotina (Foto: Instagram)

São Paulo já contabilizou 23 mortes por febre maculosa em 2026, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). No total, 24 casos foram confirmados neste ano no estado. As ocorrências foram registradas em várias regiões, com maior incidência em Campinas e Piracicaba, no interior de São Paulo.

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Os casos foram detectados em diferentes partes do estado. Campinas lidera com 7 casos, seguida por Piracicaba com 6, e Sorocaba com 3. Também houve registros em Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, com um caso cada. Em cinco outros casos, o local provável de infecção ainda está sendo apurado.

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A situação das mortes reflete o padrão dos casos. Campinas e Piracicaba tiveram 6 mortes cada, enquanto Sorocaba registrou 3. Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos tiveram uma morte cada. Em cinco casos, as autoridades ainda investigam o local provável de infecção.

Febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia, transmitida por carrapatos infectados, como o carrapato-estrela. O risco é maior em áreas onde esses animais estão presentes. Os sintomas principais incluem febre súbita, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza e cansaço. Manchas na pele podem surgir entre o 3º e o 5º dia da doença, começando nos punhos e tornozelos e se espalhando pelo corpo.

A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados e pode evoluir rapidamente. Por isso, identificar os primeiros sintomas e iniciar o tratamento rapidamente é essencial para evitar agravamento.

Para reduzir o número de casos e mortes, a Secretaria mantém vigilância e monitoramento em diversas regiões do estado. As ações incluem investigação de casos suspeitos e óbitos, identificação de locais prováveis de infecção e acompanhamento das áreas de risco.

Além disso, a secretaria reforça o diagnóstico laboratorial e o treinamento de profissionais de saúde para reconhecer a doença precocemente e iniciar o tratamento rapidamente. O trabalho inclui integração entre vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial, além de ações de prevenção e orientação à população.