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Pré-candidatos ao Senado por SP evitam comentar PEC do fim da escala 6×1

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Manifestantes protestam em São Paulo contra a escala 6×1, reivindicando redução da jornada sem cortes salariais. (Foto: Instagram)

O Metrópoles procurou os pré-candidatos ao Senado por São Paulo para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, já aprovada na Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado.

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Contudo, alguns candidatos preferiram não se pronunciar sobre a questão que está em tramitação no Congresso, onde pretendem atuar a partir de 2027. De acordo com uma pesquisa da Genial Quaest, realizada entre 8 e 11 de maio, 70% dos brasileiros apoiam o término da escala de seis dias de trabalho seguidos por um de descanso.

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Na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Guilherme Derrite (PP) não participou das votações na Câmara. Já André do Prado (PL), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), também não se manifestou sobre a PEC. Ambos, quando procurados, não deram declarações. O governador, no entanto, expressou preocupação com os possíveis impactos da medida no setor produtivo.

“É claro que todos desejam que o trabalhador tenha mais tempo em casa, com uma escala reduzida, mas recebendo o mesmo. No entanto, não podemos enganar o trabalhador. Trabalhadores e empreendedores são parte de um único sistema”, afirmou Tarcísio em um recente discurso.

Por outro lado, fora da chapa do governador, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, agora deputado federal pelo Novo, votou contra a redução da escala 6×1, assim como outros membros do partido de diferentes estados.

Salles, que é pré-candidato ao Senado, criticou o PL por apoiar o fim da escala 6×1 devido ao "medo da opinião pública", em vez de agir corretamente. Segundo ele, "os mais corajosos votaram contra". O PL, partido de André em São Paulo, teve 11 votos contra e 83 a favor da PEC, enquanto o PP de Derrite apoiou a proposta com todos os seus 47 deputados.

Salles recentemente participou de uma reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reforçando a posição contrária da instituição à PEC.

PRÉ-CANDIDATOS DA ESQUERDA
Os nomes cotados para a chapa do pré-candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) têm apoiado a redução da jornada de trabalho desde o início da tramitação da PEC. Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) comemoraram a aprovação na Câmara nesta semana.

Marina destacou que o fim da escala 6×1 pode melhorar a vida de 4,28 milhões de trabalhadores em São Paulo e cerca de 7 milhões no Sudeste. No Brasil, quase 15 milhões de pessoas terão mais tempo para descanso, estudo e convivência familiar.

Tebet celebrou o "avanço" com a votação, mas lembrou que ainda há a etapa no Senado. “Avançamos, mas o jogo não está ganho, pois agora o projeto segue para o Senado, onde há muitos obstáculos. Há muitos que querem sabotar o projeto”, disse. “Vamos continuar pressionando e atentos”, concluiu.

França, por sua vez, chamou a redução da jornada de “conquista importante” e destacou a necessidade de proteger pequenas empresas. “O governo terá que encontrar um mecanismo para elevar os limites do MEI e do Simples e criar benefícios para que essas empresas se adaptem sem serem penalizadas por fazerem o certo”, acrescentou.

Haddad afirmou que o fim da escala 6×1 representa "mais qualidade de vida, produtividade e dignidade" para os trabalhadores. Ele classificou o avanço da pauta no Congresso como uma “vitória histórica”.

BANCADA PAULISTA
Na Câmara, cinco deputados federais de São Paulo votaram contra a proposta de jornada de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso. No primeiro turno, além de Salles, votaram contra Adriana Ventura (Novo), Fausto Pinato (União Brasil), Kim Kataguiri (Missão) e Rosangela Moro (PL). Destes, apenas Pinato alterou seu voto para favorável no segundo turno.

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