
Senador Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado após reunião com Lula no Palácio da Alvorada. (Foto: Instagram)
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou sua saída do cargo de líder do governo no Senado nesta quarta-feira (24/6). A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada.
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“Acabei de ter uma excelente reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou Jaques Wagner em suas redes sociais.
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A saída ocorre quase uma semana após o senador ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O senador baiano deve focar em sua defesa. A 9ª fase da operação resultou na apreensão de US$ 55 mil em espécie (aproximadamente R$ 285 mil) e 33,5 mil euros (R$ 199 mil). A PF também confiscou mais de 10 relógios durante a operação.
Membros do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) defenderam a saída de Jaques da liderança para evitar que o escândalo afetasse a campanha de reeleição de Lula. Apesar da pressão, o senador relutava em deixar o cargo.
A operação também atingiu Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e empresário responsável pela expansão do Credcesta, produto que se tornou um dos principais negócios do Banco Master.
Até o momento, os desdobramentos da Compliance Zero vinham impactando principalmente figuras da centro-direita, como o senador e presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso relacionado ao filme Dark Horse.
Ministros do governo Lula avaliaram que a permanência de Wagner no cargo se tornou inviável, já que o presidente inicialmente defendeu o senador, o que poderia afetar a popularidade do petista a quatro meses das eleições.
SAIBA QUEM É JAQUES WAGNER
Jaques foi eleito senador pela Bahia em 2018 com 4,253 milhões de votos, a maior votação já recebida por um candidato ao Senado na história do estado. O mandato começou em 2019 e vai até 2027. Nascido no Rio de Janeiro em 1951, é filho de imigrantes judeus poloneses, casado, pai de três filhos, tem um enteado e é avô de sete netos.
A trajetória política começou no movimento estudantil, em 1969, quando cursava engenharia civil na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Perseguido pela ditadura militar no início dos anos 1970, abandonou o curso e deixou o Rio. Chegou à Bahia em 1974, trabalhou como técnico em manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari e depois presidiu o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia (Sindiquímica-BA).
Foi nesse período que se aproximou de Lula, de quem é aliado há mais de 35 anos. Jaques ajudou a fundar o PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia, foi deputado federal por três mandatos, governador da Bahia por dois mandatos e ministro nos governos Lula e Dilma Rousseff. Também teve papel central na eleição de Rui Costa (PT) ao governo baiano em 2014 e, depois da cassação de Dilma, voltou à Bahia para atuar no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes) e na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado.







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