Haddad explica escolha de França como vice: “Chapa tem duas mulheres”

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Haddad anuncia Márcio França como vice na chapa ao governo de São Paulo (Foto: Instagram)

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, declarou que a escolha de Márcio França (PSB) como vice em sua chapa visa melhorar a comunicação com prefeitos, policiais e professores. Ele justificou a seleção de um homem, mencionando que a chapa é composta por dois homens e duas mulheres, já que as pré-candidatas ao Senado são Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

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A declaração foi dada nesta quinta-feira (25/6), no escritório de campanha do petista, localizado no bairro do Pacaembu, zona oeste de São Paulo.

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Após uma reunião em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de quarta-feira (26/6), Haddad confirmou França como seu vice. "Considerei diversos aspectos. Primeiro, nossa chapa já é paritária, com dois homens e duas mulheres, pois a presença feminina é muito importante para mim. Em minhas disputas majoritárias, quase sempre tive uma mulher como vice. Estava muito confortável com Simone e Marina conosco", afirmou Haddad.

O ex-ministro da Fazenda também destacou que França pode contribuir na interação com diferentes setores da sociedade. "Márcio não só foi prefeito de São Vicente duas vezes, mas também vice-governador e governador. Sua relação com os prefeitos é muito diferente do que se observa atualmente", criticou, referindo-se à relação de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com os prefeitos.

"Além disso, [França] teve uma boa relação com duas categorias que serão grandes parceiras: os policiais e o magistério paulista", acrescentou.

A ESCOLHA
Além de França, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet também eram cotadas para a chapa de Haddad. Com a escolha do ex-ministro e ex-governador de São Paulo, Tebet e Marina vão disputar o Senado na coligação lulista em São Paulo.

A reunião em Brasília aconteceu antes do jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, na noite de quarta-feira (25/6). Após a definição sobre a vice em São Paulo, Lula compartilhou nas redes sociais uma foto com Haddad, França, Tebet, Marina e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) — todos vestindo camisas da Seleção.

Agora, aliados de Haddad trabalham nos bastidores para promover a narrativa de que França foi escolhido como vice por convite de Lula e não porque o cargo foi "o que restou" ao ex-governador de São Paulo.

Embora tenha aceitado ser vice de Haddad, o objetivo declarado de França era disputar o Senado. Em 2022, ele já havia desistido de concorrer ao governo para apoiar Haddad, quando o petista foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno.

Após Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistirem de concorrer ao governo paulista, França tentou se movimentar para disputar a gestão estadual, mas não teve sucesso. A percepção entre aliados é que a candidatura de França tiraria mais votos de Haddad do que de Tarcísio.

A eleição para o governo de São Paulo é vista como crucial para a reeleição do presidente Lula. O petista teme que uma derrota de Haddad para Tarcísio no primeiro turno complique sua campanha presidencial no maior colégio eleitoral do país em um eventual segundo turno.

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