Mãe denuncia maus-tratos a filha autista em creche no DF

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Mãe denuncia creche por maus-tratos a menina autista no Recanto das Emas (Foto: Instagram)

A autônoma Giovanna Rodrigues, de 24 anos, registrou uma denúncia de negligência, maus-tratos e agressão contra sua filha de 7 anos à polícia. Segundo Giovanna, a menina, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) e é não verbal, sofreu maus-tratos durante dois anos enquanto estava sob os cuidados das proprietárias de uma creche no Recanto das Emas (DF). A criança frequentava a creche em dias alternados por meio período.

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As responsáveis pela creche justificavam os machucados da menina dizendo que eram resultado de brincadeiras. Durante as refeições, a criança era mantida separada das demais e, segundo a mãe, recebia apenas restos de comida. Giovanna descobriu as condições da filha após conversar com outras mães e ex-funcionárias, que mencionaram que a menina ficava com fraldas sujas.

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Em conversa com o Metrópoles, Giovanna relatou que, desde que a filha começou a frequentar a creche em 2024, passou a apresentar comportamento estranho. A avó também notou que a menina chorava e tremia ao ver a fachada da instituição. Com o tempo, a criança começou a apresentar hematomas e mordidas, além de comportamento agressivo, o que aumentou a preocupação de Giovanna.

O caso está sendo investigado pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), que ouvirá todos os envolvidos. As proprietárias da creche afirmaram que o local é um espaço de acolhimento e estão colaborando com a investigação. A Secretaria de Educação do DF informou que a creche não possui credenciamento para atendimento educacional e que medidas estão sendo tomadas.

Giovanna também mencionou que frequentemente pedia notícias e fotos da filha para as monitoras, mas demoravam a receber. A menina passava o dia inteiro presa em uma cadeirinha, com a mesma fralda, e só tinha direito a uma refeição, chegando em casa faminta. Ex-funcionárias relataram que a comida da menina era restos de outras crianças.

A mãe também revelou que as proprietárias, mãe e filha, frequentemente usavam palavras ofensivas contra a menina. Giovanna só conseguiu reunir provas para denunciar após conversar com outras mães e funcionárias, que também mencionaram maus-tratos a outras crianças.

Giovanna expressa profunda culpa pela situação e afirma estar tomada pelo estresse e trauma, sem conseguir se perdoar por ter confiado sua filha a pessoas erradas.

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