Lula tenta resolver impasse no PT em MG com Marília Campos

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Presidente Lula em evento busca alinhar estratégia do PT em Minas Gerais (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – A decisão do PT de lançar um candidato próprio para o governo de Minas Gerais revelou e intensificou uma disputa interna entre os que desejam que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, concorra ao cargo e aqueles que preferem que ela continue na disputa pelo Senado.

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O palanque de Lula está bloqueado nesse estado crucial para a eleição desde que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o Plano A do presidente, optou por não concorrer. O PT mineiro não chegou a um consenso sobre nenhum nome para formar uma chapa competitiva e o debate foi levado a Brasília.

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A percepção no PT mineiro é de que Marília seria a melhor escolha para reunir apoios de diferentes grupos e partidos na disputa. No entanto, Marília discorda dessa visão, acreditando que uma frente ampla com apoio a um candidato de fora da federação traria melhores resultados.

Neste sábado (27/6), a ex-prefeita reafirmou sua resistência em um evento com outros pré-candidatos no norte de Minas. “Antes de renunciar à Prefeitura de Contagem, declarei que minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado”, disse Marília, que também afirmou que apresentará uma “estratégia para vencer as eleições, tanto para governo quanto para o Senado”.

Ela criticou a ideia do partido se fechar em si mesmo ao invés de apoiar um candidato de outra legenda: “Hoje, temos uma possível aliança que envolve o PT, o MDB, o PSB e não descarto também o PDT. Precisamos de uma grande conciliação de interesses. Precisamos formar uma frente única para realmente disputar, com força, um projeto para Minas Gerais”.

LULA ENTRA EM CAMPO
O impasse no PT levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a acelerarem conversas com a ex-prefeita para tentar convencê-la a mudar seus planos eleitorais. Edinho se reunirá com ela em Minas neste domingo (28/6) para tratar do assunto.

Interlocutores dizem que a conversa servirá para avaliar se um encontro com Lula poderia convencer Marília. Caso se conclua que ela está inflexível, o PT poderá buscar outro caminho. No entanto, a pressão é grande para que ela aceite a missão do partido.

Se a tentativa de convencer Marília falhar, duas alternativas estão sendo discutidas. A preferida da ex-prefeita é apoiar um candidato de outra legenda fora da federação, como Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) ou Jarbas Soares Júnior (PSB).

O deputado estadual Reginaldo Lopes é visto como uma alternativa petista, caso esse cenário se concretize. Pessoas próximas a ele afirmam que ele também apoia a candidatura de Marília, mas que já expressou desejo de concorrer ao cargo em outros momentos. A avaliação interna é de que, neste momento, sua pré-campanha estaria atrasada em relação aos adversários, tornando a construção difícil.

PT CONVERSA COM PDT
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, afirmou que mantém contato quase diário com Edinho Silva. Fontes relataram que o PT ainda busca construir alguma aliança com os pedetistas mineiros.

Lupi comentou que a disputa eleitoral em Minas “tem sido um imbróglio” e que está tentando resolver desavenças entre Kalil e a diretiva estadual do PT. “Eu quero sempre a unidade, acho que é importante. O Lula, em Minas Gerais, ganha a eleição hoje e vai ganhar no dia. O que eu acho que é um equívoco do meu amigo Kalil é pensar que a aliança com o PT é ruim. Eu acho que é boa”, afirmou o pedetista.

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