
Tenente Ronickson Pimentel, da Rota, em uniforme (Foto: Instagram)
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, apresentou uma melhora em seu estado de saúde após exames realizados nesta segunda-feira (29/6). Conforme informações da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), a tomografia revelou uma redução no edema cerebral. Mesmo com essa evolução, o estado do policial ainda é considerado grave.
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Ronickson continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica, sedado e sob ventilação mecânica, com acompanhamento constante da equipe médica. A corporação destacou que ele permanece recebendo cuidados intensivos e que seu progresso está sendo monitorado.
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O tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi baleado na cabeça na tarde de sábado (27/6), enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. Câmeras de segurança capturaram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam contra o policial antes de fugirem.
A Polícia Civil acredita que o ataque ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi premeditado. O major Marcos Verardino, que está à frente da investigação, afirmou que os policiais ainda estão cruzando informações para entender a motivação do crime, mas há fortes indícios de que a ação foi planejada.
“Estamos cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza foi premeditado”, declarou no domingo (28/6), durante uma entrevista no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo. Segundo o major, as investigações começaram logo após o ataque e envolveram a análise de imagens de câmeras de segurança e informações de inteligência. Esse trabalho permitiu identificar pessoas que teriam dado suporte aos autores dos disparos. “Iniciamos nossas diligências imediatamente após o incidente, cruzando informações de inteligência com imagens de monitoramento. Identificamos dois indivíduos que prestaram apoio logístico aos que tentaram matar o tenente Pimentel”, explicou.
Até o momento, dois suspeitos foram detidos por envolvimento no caso. Segundo a Polícia Militar, um deles confessou ter dado apoio logístico aos executores, enquanto o outro também é investigado por participação no suporte à ação criminosa.
O tenente Pimentel, como era conhecido na corporação, tinha 21 anos quando sua irmã foi assassinada em um dos casos mais chocantes do país. Em 2025, a Netflix lançou o documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo", que revisita um dos crimes de cárcere privado mais impactantes do Brasil. Paralelamente, pessoas próximas a Eloá Pimentel fizeram revelações sobre o crime.







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