
Luigi Mangione chega ao tribunal federal de Manhattan, escoltado pela polícia. (Foto: Instagram)
O julgamento federal de Luigi Mangione, acusado pelo assassinato do executivo Brian Thompson, foi adiado para janeiro de 2027. A decisão foi tomada na segunda-feira (29/6) por uma juíza federal em Manhattan, Nova York.
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O julgamento estava inicialmente marcado para começar em 13 de outubro deste ano. A juíza Margaret Garnett determinou que a seleção do júri terá início em 5 de janeiro de 2027, com as alegações iniciais previstas para 25 de janeiro.
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De acordo com Garnett, a realização simultânea dos processos federal e estadual poderia interferir tanto na preparação da defesa quanto no andamento adequado dos casos.
Luigi Mangione enfrenta acusações de ter assassinado Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, em dezembro de 2024, em Nova York. No âmbito estadual, ele é acusado de homicídio em segundo grau e posse ilegal de armas, incluindo um silenciador e uma arma impressa em 3D. No nível federal, ele é acusado de perseguição interestadual e de usar telefone e internet para monitorar a vítima. A tentativa da promotoria de enquadrar o caso como terrorismo, que poderia resultar em pena de morte, foi rejeitada por um juiz em 2025. Mangione se declarou inocente de todas as acusações e aguarda julgamento.
Apesar do adiamento no âmbito federal, o julgamento estadual continua previsto para começar em 8 de setembro deste ano. Durante a audiência de segunda-feira, um incidente inusitado ocorreu: Mangione ficou preso em um elevador do prédio por cerca de 20 minutos antes de entrar na sala do tribunal, conforme relatado pela imprensa norte-americana.
Durante a audiência, também foi discutida a estratégia de defesa de Mangione. Os advogados haviam sinalizado anteriormente a possibilidade de alegar "perturbação emocional extrema" para tentar reduzir a pena. Esta alegação, se aceita, poderia resultar em condenação por homicídio culposo, com pena máxima de 25 anos de prisão. No entanto, a defesa retirou formalmente a notificação dessa estratégia, embora possa ser reapresentada no futuro, conforme permitido pela legislação.







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