Casal de assaltantes bem vestidos aterroriza condomínios em Belo Horizonte

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Casal elegante tenta furtos em condomínios na região centro-sul de BH (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Um casal de jovens, vestidos de forma elegante, tem causado preocupação entre moradores e síndicos de Belo Horizonte, após tentativas de furto em condomínios na região centro-sul da cidade. O incidente mais recente ocorreu no bairro Lourdes, após uma tentativa frustrada no Belvedere. Ambas as ocorrências foram registradas no último domingo (28/6).

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Relatos de redes de segurança condominial indicam que o casal tentou entrar em um condomínio no Belvedere por volta das 17h10, mas foi impedido pelo porteiro. Cerca de 40 minutos depois, os suspeitos agiram novamente em um prédio na Rua Bernardo Guimarães, no bairro Lourdes.

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No segundo caso, o casal conseguiu entrar no condomínio depois que um porteiro substituto autorizou a entrada. Eles permaneceram cerca de uma hora na escada de incêndio e, conforme os relatos, o furto não foi concluído porque havia moradores no apartamento que seria o alvo. A Polícia Militar foi chamada após moradores notarem a presença dos invasores e temerem uma tentativa de invasão.

O incidente reacendeu a discussão sobre a importância de reforçar os protocolos de controle de acesso em condomínios. Especialistas em segurança enfatizam que a identificação de visitantes e a autorização de entrada são essenciais para todos, independentemente da aparência.

Clarissa Vaz, empresária e fundadora do movimento Marias Bonitas de Lourdes, que reside no bairro Lourdes há cerca de 30 anos, afirma que os episódios mostram a importância do treinamento dos porteiros e do cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança. “No Belvedere, o porteiro estava preparado e não permitiu a entrada. O problema é que, sem flagrante, eles continuaram soltos e voltaram a agir pouco tempo depois”, explica.

Clarissa destaca que um dos principais desafios é garantir que os procedimentos sejam seguidos por todos os profissionais, inclusive substitutos. “No prédio de Lourdes, um porteiro substituto estava na portaria. Eles conseguiram passar pela segunda porta e permaneceram no condomínio. Os moradores temeram que estivessem tentando invadir algum apartamento e chamaram a Polícia Militar”, relata.

Ela também menciona que o movimento mantém parceria com a Polícia Militar para reforçar a segurança no bairro, mas ressalta que o efetivo não consegue atender toda a demanda da região. Por isso, moradores têm investido em câmeras particulares de alta definição para formar uma rede integrada de monitoramento.

Clarissa também enfatiza a importância de uma cultura de prevenção. Ela afirma que muitos furtos de celulares poderiam ser evitados com simples mudanças de comportamento. Em 23 de junho, um jovem bem vestido foi flagrado furtando um celular de uma mulher que esperava um transporte por aplicativo no bairro Sion. O comparsa estava em uma moto estacionada nas proximidades.

A vítima reconheceu-se nas imagens e confirmou o assalto. “Meuuuu pai do céu….. sou eu no vídeo 😭😭😭😭 eu estava esperando o app ….”, escreveu.

Moradores relataram situações semelhantes em outros bairros da capital. Em uma publicação do grupo Marias Bonitas de Lourdes, uma moradora relatou que o mesmo casal tentou entrar em um condomínio no bairro Sion no ano passado. Os suspeitos aproveitaram a entrada de um morador e disseram ao porteiro que visitariam um tio, mas não souberam informar o nome do familiar. Diante da inconsistência, tiveram a entrada negada e deixaram o local.

As publicações que divulgaram os casos reforçam que o objetivo do alerta não é associar aparência ao crime, mas lembrar que criminosos podem se apresentar de qualquer forma. A orientação é que moradores não permitam a chamada “entrada no vácuo”, exijam o cumprimento dos protocolos de identificação e comuniquem movimentações suspeitas à administração do condomínio e às autoridades.

Clarissa também destaca a necessidade de responsabilização dos autores desses crimes. Segundo ela, furtos sem violência ou uso de arma frequentemente resultam na liberação dos suspeitos quando não há outros registros contra eles, tornando a prevenção e vigilância dos moradores ainda mais cruciais.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) reforça que o registro da ocorrência é fundamental para a instauração e desenvolvimento de investigações criminais. Ela orienta que vítimas, testemunhas ou responsáveis por condomínios que tenham sido alvo de tentativas de furto ou que identifiquem situações suspeitas devem procurar imediatamente as forças de segurança e formalizar a ocorrência.

Além disso, a instituição recomenda que moradores e funcionários de condomínios mantenham rigor nos procedimentos de controle de acesso, evitando a entrada de pessoas não identificadas e comunicando prontamente qualquer movimentação suspeita às autoridades competentes.

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