
Passageiros embarcam em ônibus com frota reduzida durante a greve dos rodoviários no Rio (Foto: Instagram)
Os rodoviários do Rio de Janeiro optaram por continuar a greve nesta terça-feira (30/6), após uma assembleia marcada por divergências entre os trabalhadores e episódios de confusão no Centro da capital fluminense.
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A decisão foi tomada depois que uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) não resultou em acordo entre os representantes dos empregados e das empresas de ônibus.
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Durante a audiência, o tribunal e o Ministério Público do Trabalho propuseram a suspensão da greve até uma nova rodada de negociações, garantindo que os trabalhadores não teriam desconto pelos dias parados e receberiam pelo intervalo intrajornada do dia da paralisação. No entanto, a categoria rejeitou a proposta em assembleia.
Inicialmente, uma votação aprovou a suspensão da greve, com retorno ao trabalho previsto para quarta-feira (1º/7). Contudo, uma nova votação manteve a decisão de continuar a paralisação.
REVOLTA E DEPREDAÇÃO
A mudança gerou tumulto entre os participantes. Durante a discussão, ovos foram arremessados, e o carro de som do sindicato foi cercado por parte dos trabalhadores insatisfeitos com o andamento das negociações.
Após o término da assembleia, ônibus foram alvo de vandalismo na região central da cidade. De acordo com o Rio Ônibus, mais de 15 veículos foram depredados, e rodoviários que seguiam trabalhando foram agredidos. Em pelo menos cinco ônibus, passageiros precisaram desembarcar antes que os veículos tivessem retrovisores quebrados e outros danos.
A Polícia Militar informou que agentes do 5º BPM (Centro) e do Recom prenderam três homens que tentavam abordar um ônibus para exigir a entrega das chaves do veículo. A ação ocorreu na Avenida Presidente Vargas, próximo ao Sambódromo.
NEGOCIAÇÃO CONTINUA
Os rodoviários reivindicam, entre outros pontos, um reajuste salarial de 17%, piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de BRT, aumento no vale-alimentação para R$ 1 mil, plano de saúde e a adoção da jornada de trabalho na escala 5 x 2.
Na audiência desta terça, o Rio Ônibus manteve a proposta de reajuste salarial de 4,39% e afirmou que não fará nova oferta, alegando dificuldades financeiras e redução dos subsídios ao transporte público.
O sindicato dos trabalhadores sugeriu um reajuste dividido em duas etapas: 8% de aumento imediato e mais 8,3% em novembro deste ano. A proposta foi rejeitada pelo sindicato patronal.
Diante do impasse, o TRT-RJ remarcou a audiência de conciliação. Inicialmente agendada para a próxima segunda-feira (6/7), a nova reunião foi antecipada para esta quarta-feira (1º/7), às 11h, após pedido do Sindicato dos Trabalhadores, que informou ao tribunal que a categoria não aceitou suspender a greve sem uma proposta satisfatória.
TRANSPORTE OPERA PARCIALMENTE
A greve foi autorizada por decisão liminar do TRT-RJ, que determinou a circulação de, no mínimo, 50% da frota em cada linha durante a paralisação. O descumprimento da medida pode acarretar multa de R$ 50 mil.
Segundo o Rio Ônibus, cerca de 1,4 mil veículos estavam em circulação nesta terça-feira, abaixo dos 1,8 mil ônibus que representam o mínimo exigido pela decisão judicial. A entidade também solicitou que motoristas compareçam às garagens para garantir o cumprimento da determinação.
Para mitigar os efeitos da greve, a Prefeitura do Rio orientou a população a priorizar o uso de metrô, trens e barcas para seus deslocamentos.
A concessionária TrensRJ informou que reforçou a operação com 30 viagens extras ao longo do dia e aumento das equipes de atendimento, segurança e monitoramento. Já a MOBI-Rio relatou que a frota do BRT aumentou 26% em comparação com a operação registrada na segunda-feira (29/6).







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