Inquérito sobre queda do voo 2283 da Voepass será concluído em um mês

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Destroços da aeronave PS-VPB da Voepass após queda em Vinhedo (SP) (Foto: Instagram)

A Polícia Federal de Campinas, localizada no interior de São Paulo, realizou nesta terça-feira (30/6) um encontro com os familiares das vítimas da queda do voo 2283 da Voepass. Durante a reunião, foi apresentado o laudo pericial que investiga as causas do acidente. Este documento, com mais de 200 páginas, servirá de base para o inquérito policial.

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Luciano Katarinhuk, advogado da associação de familiares, informou que o inquérito deverá ser finalizado em até 30 dias. Atuando como assistente de acusação, ele destacou que o relatório contém elementos que podem levar a indiciamentos.

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"Esse voo 2283 da Voepass não deveria estar no ar. Por que ele estava voando? Independentemente da participação, erro ou equívoco dos pilotos, caso isso seja apurado, há a responsabilidade de quem autorizou esse avião a voar, e isso está muito claro nas evidências produzidas", afirmou Katarinhuk.

Ele também mencionou que algumas pessoas que anteriormente foram ouvidas como declarantes agora serão interrogadas como investigadas. A PF foi procurada, mas não respondeu às perguntas do Metrópoles. O espaço continua aberto para manifestações.

Também esteve presente na reunião Fátima Albuquerque, presidente da associação, e mãe da médica Arianne Albuquerque.

"A nossa luta é para acabar com esse tipo de comportamento no país, porque não foi um acidente, foi uma tragédia anunciada, resultante de negligência", declarou Fátima.

Em 9 de agosto de 2024, ocorreu o quinto acidente aéreo mais mortal da história do Brasil. Naquela data, a aeronave com matrícula PS-VPB da Voepass decolou do Aeroporto Coronel Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel, Paraná, às 11h58, com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O avião era pilotado por Danilo Romano, de 35 anos, e pelo copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva, de 61 anos. A tripulação incluía ainda as comissárias Debora Soper Avila, 28, e Rubia Silva de Lima, 41.

Os 58 passageiros compraram passagens pela Latam, que comercializava os voos da Voepass. Segundo as famílias, alguns deles não sabiam que voariam com a Voepass. O voo seguiu aparentemente sem problemas até pouco antes da queda. Três minutos antes do acidente, os pilotos informaram a torre de comando em São Paulo que estavam no ponto ideal para descer em direção ao aeroporto de Guarulhos. Às 13h21, no entanto, o avião começou a perder altitude repentinamente. Um minuto depois, a aeronave caiu no condomínio Residencial Recanto Florido, em Vinhedo, interior de São Paulo. Ninguém em terra foi ferido. O acidente resultou em 62 mortes, sendo 58 passageiros e 4 tripulantes. Não houve sobreviventes.

No ano passado, o Metrópoles investigou o caso, entrevistou familiares e apurou o que aconteceu desde o acidente até o momento. O resultado desse trabalho pode ser conferido no minidocumentário "A história do voo 2283", que revisita os principais aspectos deste caso.

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